Policial caça bandidos e é promovido
PromoçãoO soldado Geovani viu as vizinhas sob a mira de armas, trocou tiros e foi promovido a caboO soldado Geovani César Kucmanski, 24 anos, tinha chegado há poucos meses do interior. Há três meses trabalhava nas ruas de Curitiba, mas estava de folga naquele domingo - 12 de junho do ano passado. Chegava em casa, às 19 horas, na Rua Dom Pedro, bairro Água Verde, quando viu duas vizinhas na mira de revólveres de dois assaltantes. Fez mira, identificou-se como policial. A resposta foram estampidos. Também atirou, mas diz não ter visto que tinha acertado.
O outro assaltante, que tinha metade do corpo dentro do Escort das mulheres, retirou-se do carro e disparou. O soldado voltou a atirar e viu o assaltante cair. Depois levantar-se e correr. Os dois foram em direção à Praça Guanabara. Kucmanski e os assaltantes trocaram tiros por seis quadras.
Na Rua Espírito Santo, os assaltantes renderam uma família que estava numa Ipanema. O soldado não pôde mais atirar e esperou. Quando as vítimas se afastaram do carro, Kucmanski deu outros dois tiros. Nervoso, o assaltante que tinha sentado ao volante não conseguia fazer o carro funcionar. Kucmanski atirava e se aproximava. Depois um disparo, viu o passageiro cair sobre o painel. O motorista deu marcha a ré, pois a rua não tinha saída, e fugiu em alta velocidade.
Já sem balas na arma, Kucmanski havia pulado um muro para se proteger. Entrou em uma casa e comunicou o Copom. Às 20h30, o motorista do Ipanema procura Kucmanski em casa. O carro tinha sido encontrado em Araucária. Estava abandonado, com muito de sangue dentro. Quase ao mesmo tempo, o Corpo de Bombeiros encaminha ao hospital um homem baleado, que se dizia vítima de assalto. Dois dias depois, o soldado vai ao hospital e reconhece o assaltante. Era Cristian Roger Richard, 22 anos - o motorista -, que morre três dias depois, sem falar nada. O outro assaltante nunca foi encontrado. Ao final de tudo, Kumanski é premiado por ato de bravura: dorme soldado, acorda cabo.





