Curitiba A Delegacia de Homicídios ouviu ontem o policial Ademir Pontes, baleado na última quarta-feira, em frente à escola onde havia ido buscar sua filha, no Bairro Batel. O delegado que investiga o caso, Stélio Machado, apresentou a Pontes os retratos falados feitos com base nas informações dadas por testemunhas, mas o policial não conseguiu identificar os autores dos disparos.
''Agora nós temos certeza de que Pontes realmente sofreu um atentado. Tudo foi planejado. Os autores dos disparos sabiam todos os detalhes do dia a dia de Pontes; qual era o seu veículo, a que horas ele buscava sua filha no colégio'', disse o delegado. Pontes também disse suspeitar que o atentado tenha sido cometido por pessoas envolvidas em um dos casos que ele investiga, mas não soube precisar qual. Ele é responsável por nove investigações. ''Tratam-se de traficantes e quadrilhas'', adiantou o delegado.
Um perito em computação gráfica está trabalhando com as fitas de VHS, cedidas pela escola, para a ampliação das imagens e identificação das placas do veículo, usado para a fuga, e da moto, na qual os autores do atentado usaram para chegar até o local.
O policial foi atingido por duas balas e foi encaminhado ao Hospital Evangélico, de onde saiu na noite do dia seguinte. Pontes tem uma bala alojada no ombro, que não foi retirada pois poderia agravar o estado de saúde de Pontes.

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