Policial acusado por argentino hoje está preso
Antonio Leodir Klin, o principal acusado pelo argentino Emilio Gonzáles, foi expulso da Polícia Militar do Paraná em 97. Em setembro do ano passado, foi preso, acusado de integrar uma quadrilha que assaltava ônibus e residências nos municípios de Capitão Leônidas Marques, Realeza e Capanema.
Segundo o cabo Luiz Carlos Khun, de 38 anos, secretário do 3º Pelotão da PM em Capitão Leônidas Marques, o motivo da expulsão do soldado foi indisciplina. O tratamento dele com o público não era muito bom, admitiu Khun, em entrevista à Folha. Antonio Klin, hoje com 42 anos, permaneceu na Polícia Militar durante 17 anos.
Khun disse que a expulsão do soldado não teve relação com as acusações imputadas a ele por Emilio Gonzáles. Naquela ocasião, por incrível que pareça, o soldado Klin, que não era um bom policial, fez o serviço correto, afirmou.
De acordo com o secretário do 3º Pelotão, o carro do argentino foi apreendido pelo soldado Klin porque estava com documentação irregular e impostos atrasados. Ele (Gonzáles) ficou sentido por ter sido notificado e começou a fazer acusações sem fundamento. Nesse caso, o delinquente era ele.
Segundo Khun, um processo interno de averiguação sumária, feito à época das denúncias, comprovou a inocência dos policiais acusados. Na opinião de Khun, o argentino é uma pessoa recalcada, que tem ódio da PM.
O segundo-sargento José Elizeu Moreira da Silva, de 31 anos, comandante do Destacamento da PM em Boa Vista da Aparecida, disse à Folha que, dos sete policiais que trabalhavam no dia em que teria ocorrido o suposto espancamento de Gonzáles, apenas um permanece na cidade. À época, não houve registro da denúncia do argentino.
Alencarino Fernandes Borges, de 75 anos, então delegado-substituto de Boa Vista, negou que tenha presenciado o suposto espancamento de Gonzáles por PMs no prédio da delegacia. Os PMs o prenderam e vieram me chamar. Quando cheguei (à delegacia), ele denunciou que haviam batido nele, mas não tinha nenhum sinal (de violência), afirmou. Por considerar a denúncia infundada, Borges não instaurou inquérito para investigá-la. (V. D.)





