Policial acusado nega morte de assaltante
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quinta-feira, 01 de abril de 1999
James Alberti 
O policial civil José Manoel Marcondes, que trabalha em Pinhais, negou ontem que tenha participado do assassinato do assaltante Kielso Luiz do Nascimento, ocorrido em dezembro do ano passado. Kielso era fugitivo da delegacia de Quatro Barras, onde Marcondes trabalhava à época. O policial também negou que tenha facilitado a fuga de Nascimento para receber um computador e R$ 500,00. Anteontem, o policial se apresentou na delegacia de Piraquara, cidade onde reside, após saber que havia sido expedido um mandado de prisão temporária contra ele.
O mandado estaria baseado, principalmente, num exame de balística da arma de Marcondes. Conforme o exame, os três disparos que mataram o fugitivo teriam sido feitos daquela arma. O policial disse que seu advogado deve pedir novo exame. Marcondes argumentou que entregou a arma para perícia cerca de 30 dias depois do crime e, se fosse culpado, teria se precavido. Com os anos de polícia que tenho, se eu devesse, não teria entregado a arma. Teria trocado o cano ou derretido e falado que ela tinha sido roubada, disse. O policial disse ainda que, se tivesse matado o preso, teria deixado que ele fosse enterrado como indigente. Marcondes disse que reconheceu Kielso no IML um dia antes do enterro.
As acusações contra o policial estão baseadas em gravações de conversas telefônicas do fugitivo e da delegada Mônica Maister, que trabalhava na Delegacia de Campina Grande do Sul quando ocorreu o crime. Antes de ser morto, Kielse teria afirmado que Marcondes teria facilitado sua fuga e queria matá-lo.


