Policial acusado de receber proprina deixa a prisão
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sexta-feira, 02 de agosto de 2002
Sid Sauer<br> Equipe da Folha 
Campo Mourão - O ex-comandante da 4 Companhia da Polícia Rodoviária de Maringá, capitão Esmeraldo Mançano, que é acusado de participarde um esquema de propina em estradas da região, deixou anteontem à noite o 4º Batalhão da Polícia Militar, onde estava preso havia 34 dias. Ele obteve um habeas corpus do Tribunal de Justiça e vai continuar respondendo o processo em liberdade.
O habeas corpus foi concedido pelo desembargador Carlos Hoffmann, presidente da 2 Câmara Criminal do TJ. No mês passado, o Tribunal de Justiça havia negado uma liminar de habeas corpus a Mançano, que comandava a Polícia Rodoviária de Maringá até ser preso no dia 29 de junho. Além dele, outros três policiais e um empresário de Campo Mourão também foram presos. Desses, apenas um sargento foi liberado.
Com o habeas corpus, Mançano poderá voltar ao trabalho na segunda-feira, mas ainda falta definir para onde ele será transferido. O capitão não deverá ficar em Maringá. O primeiro policial liberado, o sargento Divonzir Ferreira da Silva, era chefe do posto da Polícia Rodoviária de Campo Mourão e agora está trabalhando no posto de Maringá. Ele foi o único que conseguiu uma liminar de habeas corpus no Tribunal de Alçada.
Continuam presos o tenente William Dieimes Silveira, o sargento Valdemir Aparecido Bonifácio e o empresário Amauri Lopes. Segundo denúncia do Ministério Público de Campo Mourão e de Peabiru, os quatro policiais e o empresário cobravam propina de ônibus de sacoleiros e de caminhões que passavam pela balança da PR-317, entre Campo Mourão e Maringá. Todos já depuseram à Justiça e se disseram inocentes.


