Policiais vão fazer greve de alerta
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terça-feira, 07 de novembro de 2000
Betânia Rodrigues De Londrina 
Cerca de 450 policiais civis de Londrina e região farão uma paralisação de alerta amanhã entre às 8h30 e 20h30. O objetivo é abrir negociações para uma pauta de reivindicações que já foi entregue ao governo estadual no dia 26 de outubro.
A categoria quer que todos os policiais recebam a gratificação por Tempo Integral e Dedicação Exclusiva (TIDE), melhores condições de trabalho (materiais de escritório, armamentos, coletes à prova de bala, computadores, etc), renovação da frota, suspensão da guarda dos presos nas cadeias públicas, implementação do plano de cargos e salários e cumprimento da lei complementar número 51/85.
Eles esperam que até o dia 28 deste mês o governo dê alguma resposta. Nesse dia, os filiados ao Sindicato dos Policiais Civis (Sindipol) farão uma assembléia na sede, às 18 horas, para discutir os resultados da campanha e até votar uma paralisação por tempo indeterminado. Não queremos parar porque sabemos que a segurança é um serviço imprescindível. Mas esse é o último recurso para garantirmos, pelo menos, condições de trabalho, disse o perito criminal Luciano Bucharles, diretor de comunicação do Sindicato.
Durante a paralisação serão atendidos apenas casos de prisão em flagrante delito e mortes. Os registros e investigações sobre roubos, assaltos e agressões terão que esperar o fim do manifesto. Os delegados e os funcionários recém-contratados em estágio probatório trabalharão normalmente. Faremos o possível para minimizar os transtornos à população. Para isso buscaremos o apoio da Polícia Militar, adiantou o delegado-chefe da 10ª Subdivisão Policial (SDP) de Londrina, Gilson Garret Algauer.
Na região metropolitana de Curitiba os policiais civis interromperam a greve para negociar com o governo estadual, mas até agora não há novidades. Se até o final do mês não houver um acordo, a categoria ameaça retomar a paralisação.


