Policiais trocam tiros com traficante
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sexta-feira, 24 de janeiro de 1997
Paulo Ubiratan 
Marcos BorgesTeatro das operaçõesPoliciais fizeram vistorias em casas da vila Portuguesa, mas moradores supostamente não colaboraram para encontrar Nenê Maverick
A vila Portuguesa (área central) transformou-se em palco de guerra, ontem à tarde, envolvendo 35 policiais militares e policiais civis, na tentativa de prender o ladrão e traficante Ademir Gonçalves da Silva, conhecido por Nenê Maverick. A perseguição começou por volta das 14h30, logo depois que ele trocou tiros com os detetives Messias Marqueti e Rafael Gustavo Cavichiolo, e durou quase três horas. Mais de duzentos curiosos acompanharam a ação da polícia, que acabou não tendo êxito.
Apesar do cerco policial, o ladrão desapareceu pulando os muros das casas no quarteirão que comprende as ruas Tibagi, Tamanduateí, Ignácio Ferreira da Costa e Taquari. Segundo um policial, toda a família Gonçalves da Silva mora naquele bairro, e deve ter lhe dado abrigo na hora da confusão. Nenhum dos parentes permitiu que a polícia fizesse buscas em suas casas. Também os outros moradores não passaram nenhuma informação sobre o paradeiro do perseguido.
Apesar do
cerco policial,
Nenê fugiu
pulando os muros
Os dois detetives contaram que trafegavam em uma viatura nas proximidades do Centro Social Urbano, naquele bairro, quando viram Nenê Maverick caminhando tranquilamente na rua. Eu parei o carro e a pé tentei me aproximar dele. Quando estava a quase cinco metros ele virou para trás e começou a disparar sua pistola, calibre 380, em minha direção, contou Messias. Apesar dos mais de 10 tiros disparados, ninguém saiu ferido. Eu queria abordá-lo para perguntar o que ele estava fazendo na Cidade, pois tinha a informação que ele estava preso na Colônia Penal Agrícola de Curitiba. O detetive disse que não esperava aquela reação de Nenê Maverick.
Os delegados-operacionais da 10ª Subdivisão Policial, Acácio Azevedo e Valdir Abrahão da Silva, que comandaram a perseguição, afirmaram que Nenê Maverick possui uma vasta ficha policial, com condenações por envolvimento em roubo de carro, assaltos e tráfico de cocaína. Ele também tem mandado de prisão preventiva expedido pela comarca de Marialva. A polícia não soube confirmar se o ladrão está mesmo foragido da Colônia Penal Agrícola.


