Policiais treinam técnicas de abordagem
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segunda-feira, 25 de agosto de 2008
Fernanda Borges<br> Reportagem Local 
Técnicas de abordagem, intervenção em crises, educação física militar, tática de mobilização e primeiros socorros. Esses são apenas alguns dos temas abordados durante um curso de aperfeiçoamento profissional que mais de 700 policiais de Londrina estão fazendo essa semana. A atividade, que faz parte do plano anual de instrução da Polícia Militar do Paraná, conta com a participação de homens da Companhia de Trânsito, Rádio Patrulha, Rotam, Choque, Serviço Reservado (P2), Polícia Rodoviária, Cavalaria, Polícia Ambiental (Força Verde), e ainda os policiais que atuam no serviço administrativo no Batalhão.
O instrutor do curso, tenente Íncare Correa, explicou que esse tipo de curso tem como principal objetivo padronizar os procedimentos de abordagens dos policiais em todo o Estado. ''A idéia é que tanto aqui em Londrina como em qualquer outra cidade do Paraná, os policiais façam a abordagem da mesma maneira, idenpendente da companhia a qual ele pertence. Também é um momento onde os policiais podem reaver suas atitudes e tirar suas dúvidas para evitar qualquer tipo de abordagem mais agressiva ou fora do padrão.''
Ao todo, cada policial terá cinco dias de curso. Durante as aulas, os policiais atuam com as armas sem munição e representam ações que eles vivenciam no dia-a-dia do trabalho, passando por abordagens em ônibus, carros, o emprego correto das algemas e o uso de arma de fogo.
''Na hora da abordagem, o ideal é que o policial identifique ou chame a pessoa pela cor da roupa que está usando ou algum acessório como o boné, por exemplo. Eles precisam verbalizar e comunicar ao abordado que se trata de uma ação policial. A polícia só utiliza arma de fogo em último caso. É justamente nesse tipo de curso que pretendemos evitar que tragédias como a morte daquela criança em São Paulo, por conta de uma ação policial, aconteçam'', lembrou.
Para o soldado Marsicano, que atua na polícia há 11 anos e atualmente integra a equipe do Choque, cursos como esses são extremamente válidos. ''É sempre muito bom reavaliar como estamos trabalhando, principalmente para nós do Choque, que lidamos com constantes abordagens'', disse.
Ainda segundo o tenente Íncare, atualmente, em razão da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que no início do mês proibiu a colocação indiscriminada de algemas em presos durante as operações realizadas pela polícia, o uso da algema só acontece quando há algum risco. ''As algemas só devem ser usadas quando algum PM ou alguma outra pessoa está sob ameaça. Ainda assim esse procedimento deve ser registrado no boletim de ocorrência'', finalizou.


