Delegados da Região Metropolitana de Curitiba disseram ter aprovado os novos critérios de promoção por merecimento de policiais civis, sancionados pelo governador Jaime Lerner nesta semana. A lei, de autoria dos deputados Joel Coimbra (PTB) e Anibal Khury (PFL), determina que o policial que figurar três vezes consecutivas ou cinco alternadas na lista de promoção terá que ser, obrigatoriamente, promovido.
A lista de promoção tem três nomes e é elaborada pelo Conselho da Polícia Civil, que tem 17 membros, entre eles o delegado-geral Artur Braga, que ocupa o cargo de presidente. Os nomes dos candidatos são levados ao governador, que faz a escolha.
Para o delegado Cláudio Fernando da Cunha Teles, assessor do gabinete do delegado-geral, a mudança dá maior força às indicações do Conselho da Polícia. Segundo ele, o governador não tem contato direto com os nomes que lhe são indicados e pode, por exemplo, deixar de promover um delegado que tenha sido indicado mais de cinco vezes.
Com mais de 20 anos na polícia, cinco como delegado, Rubens Recalcatti, já esteve uma vez na lista e foi promovido por tempo de serviço. Ele acredita que a nova norma ‘‘vai evitar que um delegado, mesmo que esteja na começo da lista, seja indicado quatro ou cinco vezes não seja promovido, até por questões políticas’’, disse.
Apesar de ter menos tempo de polícia, o delegado Marcus Michelotto concorda com Recalcatti. ‘‘Acho a lei importante porque impede que um delegado seja preterido, até pelo interesse do governador’’, afirmou. Michelotto acredita que o novo método de promoção garante justiça aos delegados ‘‘sérios’’, que são reconhecidos pelo Conselho.
O presidente da Associação dos Delegados do Paraná, João Ricardo Kepes Noronha, disse que a lei contempla reivindicações antigas da classe policial. ‘‘É uma forma de proteger os direitos daquele profissional que atende bem a população. A forma de indicação anterior não tinha critérios claros’’, afirma.

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