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Albari RosaReaçãoCoronel Luiz Fernando Lara, comandante da PM: decisão foi tomada ontem após o incidente com o pastor de Ibiporã que foi espancado até a morte por policiaisA Polícia Militar do Paraná vai passar a expulsar os policiais condenados por crimes ou indisciplina em cerimônias públicas para dar exemplo e mostrar que a corporação não protege os maus PMs. O anúncio foi feito ontem pelo comandante geral da PM no Estado, Luiz Fernando de Lara, durante coletiva para explicar as providências tomadas em relação a morte do pastor José Bueno, 36 anos, que teria morrido no último domingo, depois de ser espancando por um sargento e três policiais rodoviários, na estrada de Ibiporã a Londrina.
‘‘Os PMs que não honrarem a farda serão apresentados perante a população’’, disse Lara, explicando que o policial condenado e expulso terá que devolver o distintivo em cerimônia perante seus companheiros e a imprensa, onde serão relatada as razões de sua expulsão. Para o comandante, essa medida não representa um constrangimento ilegal. ‘‘Maior constrangimento é o que o policial que comete crime submete toda a corporação e seu comandoe’’, afirmou Lara.
O comando da PM determinou que o terceiro sargento Levi Teófilo, e os policiais rodoviários, João dos Reis, Hamilton Rodrigues Santos Filho e Antonio Marcos Pereira, permaneçam recolhidos no quartel do 5º Batalhão da PM de Londrina, até que o inquérito que apura a morte do pastor José Bueno tenha um desfecho. A investigação depende do laudo cadáverico do IML de Londrina, que deve sair nos próximos dias. ‘‘A prisão preventiva dos policiais só poderá ser pedida caso o laudo comprove que o pastor morreu em razão de espancamento’’, disse.
A família do pastor alega que Bueno morreu asfixiado dentro do camburão, depois de ser espancado e preso pelo sargento e os policiais rodoviários. Os PMs afirmam que usaram a força porque o pastor teria os desacatado e resistido a prisão, depois de ser abordado quando viajava com a família sob a suspeita de dirigir alcoolizado.
Lara garantiu que a PM paranaense não protege os policiais criminosos, mas não pode antecipar julgamentos. ‘‘No ano passado, 47 policiais foram expulsos’’, contou o comandante. Outros cinco oficiais também foram excluídos, segundo ele.
Na quarta-feira à noite, outro incidente envolvendo um pm e um suposto traficante na Vila Trindade em Curitiba, acabou em morte. Segundo a versão da polícia, o sargento Domingues baleou um homem não identificado que teria investindo contra ele armado de faca, que não resistiu aos ferimentos e morreu no Hospital Cajuru. O Comando do Regimento de Polícia Montada abriu inquérito para apurar o episódio. Para o comandante Lara, a reação do policial foi em legítima defesa.

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