Os dois policiais de Londrina que foram presos na semana passada em Maringá sob suspeita de crime de concussão (extorsão praticada por funcionário público) estão cumprindo expediente em Curitiba, seguindo determinação do delegado-geral da Polícia Civil no Paraná, Leonyl Ribeiro. Robinson Avancini e Milton Carlos Cinqui foram removidos para o Grupo Auxiliar de Recursos Humanos, onde permanecerão recolhidos e à disposição da Justiça. O delegado-chefe da 10 Subdivisão Policial, Pedro de Jesus Colaço, declarou que qualquer remoção dos investigadores para outra área é responsabilidade da Divisão de Policiamento do Interior (DPI).
Os policiais foram liberados provisoriamente pelo juiz da 1Vara Criminal do Fórum de Maringá, Joaquim Alves, anteontem. O jornalista Roberto Silva, também envolvido no caso e que está sendo investigado pelo crime de extorsão, também foi solto e, assim como os demais, responderá o processo em liberdade.
Os policiais e o jornalista foram acusados pelo empresário Evaristo Nunes de Andrade que estaria sofrendo ameaças. A dupla de policiais, segundo o empresário, teria exigido R$ 20 mil para evitar que seu nome fosse envolvido em investigações sobre desmanche de veículos. Andrade havia sido preso no mês de setembro por supostamente manter um desmanche para venda de peças.

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