Os investigadores da Polícia Civil, Rene Roters, 41 anos, e José Luiz da Silva, 33 anos, estão presos desde a segunda-feira na Prisão Provisória do Ahú, em Curitiba. Roters e Silva, que trabalhavam no 7º Distrito Policial (Vila Hauer), são acusados de extorsão. Os policiais teriam tentado negociar a liberdade de um preso. A família dele teria sido forçada a ‘‘pagar’’ sua liberação do flagrante.
O juiz da Central de Inquéritos, Fernando Ferreira de Moraes, que emitiu o mandado de prisão preventiva contra os investigadores, preferiu não dar o nome do preso nem detalhes da tentativa de extorsão. Ele confirmou que a família foi alvo da transação. Moraes disse que vai aguardar a denúncia do Ministério Público para saber a versão sobre o caso de corrupção envolvendo os dois policiais. ‘‘A descrição do fato deverá vir na denúncia que o Ministério Público poderá fazer ainda amanhã (hoje)’’, disse.
A Promotoria de Investigações Criminais (PIC) pode formalizar a denúncia até o início da próxima semana. O promotor Edvaldo José de Lima, responsável pelo caso, entrou em férias na semana passada e nenhum promotor substituto havia sido designado para o caso.
Ao explicar a prisão de Roters e Silva, o juiz Fernando Ferreira Moraes argumentou apenas que ‘‘em liberdade eles (Roters e Silva) atrapalham a instrução do processo’’ a que estão respondendo. Os policiais podem não ser os únicos acusados no suposto escândalo. Um advogado também pode estar envolvido. Ele teria servido de intermediário para negociar o pagamento com a família do preso. O juiz Moraes disse que no processo não são mencionados os nomes de outros policiais.

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