Policiais são presos por assassinato
Da Sucursal
Kraw PenasDor de cabeçaO comandante geral da Polícia Militar do Paraná, Luiz Fernando de Lara, leva a mão ao rosto: Reconheço que existem maus policiais na corporaçãoFoi decretada a prisão preventiva de dois soldados da Polícia Militar do Paraná, responsáveis por crimes de assalto e latrocínio cometidos em Curitiba. Eles irão responder a processo administrativo que poderá excluí-los da corporação. O comandante geral da PM no Estado, Luiz Fernando de Lara, declarou que outros policiais militares também podem estar envolvidos em crimes. As investigações estão sendo feitas pela PM e pelo Ministério Público.
No mês de março, os soldados Paulo Roberto Ribeiro dos Santos e Nélson Roberto Kruguer participaram de um assalto a um supermercado de Curitiba. O vigia reagiu e foi morto, contou o comandante geral da PM. Ainda não sabemos se quem atirou foi um PM ou outro integrante da quadrilha.
O coronel explicou que os dois soldados já estavam sendo investigados por outros assaltos. Levamos um álbum com fotos dos policiais ao supermercado e alguns funcionários reconheceram os marginais, disse de Lara. Ele não descartou a possibilidade de que outros PMs fizessem parte da quadrilha.
Eu reconheço que existem maus policiais na coorporação e que temos problemas aqui, mas não compactuamos com isto, avisou. Os soldados estão detidos no quartel da PM e irão responder a inquérito na Justiça comum.
Os dois policiais têm 13 e 16 anos de corporação. Um deles já respondeu a um inquérito por lesões corporais, foi punido na época, mas não chegou a ser excluído da corporação, contou o coronel.
De Lara negou que a investigação dos crimes praticados por policiais militares do Paraná tenha sido intensificada devido à repercussão nacional dos atos criminosos das polícias de São Paulo e do Rio de Janeiro. Sempre fomos transparentes, investigando todas as denúncias anônimas que chegam até nós pelo fone 223-0190.
Os criminosos não foram apresentados ontem à imprensa por decisão do Ministério Público. Isto poderia atrapalhar nossas investigações, afirmou o promotor Vani Bueno, da Promotoria de Investigação Criminal do ministério. Sabemos que existem outros policiais envolvidos em crimes, confessou o promotor. Estamos ouvindo depoimentos de testemunhas e apurando os fatos.





