Policiais são denunciados por agressão a menino
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sexta-feira, 07 de dezembro de 2001
Erika Wandembruck<Br>De Curitiba 
Os pais do garoto M.P., de 12 anos, acusam dois cabos da Polícia Militar de terem espancado e ameaçado de morte o filho, em Curitiba, na tarde de quarta-feira. O menor foi abordado na saída do colégio e afirma ter sido levado até o Parque Iguaçu, zoológico de Curitiba, onde ficou por três horas sofrendo ameaças. Com hematomas pelo corpo, o menino fez ontem exame de corpo delito no Instituto Médico Legal (IML). A PM abriu sindicância para apurar o caso. O casal de PMs também foi afastado do policiamento ostensivo nas ruas. No entanto, os acusados negam as agressões.
De acordo com o pai de M.P., Marco Pietrochinski, ''com a notícia de que tinham passado de ano na escola, os meninos faziam a tradicional comemoração, jogando ovos uns nos outros''. Foi quando, segundo o menino, os policiais Ditimar e Marcos (cujos sobrenomes não foram divulgados pela polícia) chegaram. Assustados, os estudantes correram. ''Mas os PMs alcançaram o meu filho, bateram, deram ponta-pés, derrubaram ele no chão e o jogaram dentro da viatura'', contou.
Em seguida, segundo o pai, levaram o menor para o zoológico. ''Lá diziam a ele: vamos afogar nas cavas ou dar um tiro na cabeça dele?'', relatou. Quando os policiais entregaram o menor em casa, ele chorava muito. ''Testemunhas viram meu filho apanhando em frente ao colégio. Além disso, nunca mentiu para nós. Por isso, eu e minha mulher acreditamos na versão dele'', afirmou, destacando que M.P. está cheio de hematomas nas nádegas e pernas. A família registrou queixa no 7º Distrito Policial.
Apesar das evidências, o tenente-coronel da Polícia Montada, Itamar Santos, acredita na versão dos policiais. ''Eles disseram que foram acionados porque havia uma briga em frente à escola. O garoto ficou xingando os policiais, que quiseram tirar satisfações, o colocaram na viatura e o levaram para casa'', contou. Para ele, o menino inventou a história para a família com medo de apanhar. Segundo ele, alunos testemunharam o desacato do garoto para com os policiais.
Santos prometeu apurar o caso, que só será conhecida quando o laudo do IML, bem como a sindicância estiverem concluídos. ''A sindicância vai estar pronta em 23 dias. Já o laudo do IML é mais demorado'', afirmou. Enquanto isso, os acusados realizam apenas atividades internas na corporação.


