Policiais são acusados de participação
Policiais são acusados de participação
Os dois assaltantes que trocaram tiros com o Grupo Tigre estariam trabalhando junto com policiais da Região Metropolitana
Marcelo AlmeidaCinco homens já estão presos, acusados de participar da quadrilha que provocou a troca de tiros com a políciaQuadrilha teria entregado
mais de dez carros a
policiais de Colombo
e Almirante Tamandaré
James Alberti
Pelo menos três policiais civis e dois informantes da polícia são acusados de participar da quadrilha que baleou dois agentes do Grupo Tigre, na tarde de anteontem, na Praça 19 de Dezembro, Centro de Curitiba. Um dos informantes, o mecânico Valdecir Brito de Castro, 30 anos, foi preso na madrugada de ontem, mas nega seu envolvimento.
A acusação foi feita por James Costa Rosa, 18 anos, e Claudecir Alves da Silva, 25 anos, que trocaram os tiros com a polícia na praça e foram presos no mesmo dia. Eles acusam um informante, conhecido como Eliezer, e os policiais da delegacia de Almirante Tamandaré, na Região Metropolitana de Curitiba, conhecidos como Carlão e Nunes, e o policial Amarildo, que trabalha em Colombo, de participar do crime de extorsão. Nenhum deles foi preso. Eles não deixaram a gente ir preso. Tomavam nosso depoimento e depois soltavam, contou James Rosa. O acusado disse que a quadrilha teria entregado mais de dez carros aos policiais, que teriam vendido os veículos e dividido os lucros.
Apesar de não querer mencionar nomes de policiais, o delegado que coordena o Grupo Tigre, Itiro Hashitani, deixou transparecer que existe o envolvimento de policiais. A probabilidade de envolvimento é grande, afirmou. Ele disse que o Grupo Tigre não está investigando policiais e sim os crimes. Quem estiver envolvido vai ser preso, afirmou.
Na madrugada de ontem, policiais do Grupo Tigre prenderam mais dois homens acusados de pertencer à mesma quadrilha: José Maria Ribas, 20 anos, e Wagner Tomaz de Aquino, 19 anos. Os dois negam envolvimento com o grupo. Virados para a parede da sala onde eram apresentados à imprensa, os dois pouco falaram. Ao contrário do informante Brito de Castro - com o rosto bastante machucado, ele não negava nem confirmava que tinha apanhado da polícia. Dizia que era inocente, que tinha certeza que a verdade iria aparecer e por isso mostrava a cara.
A quadrilha foi presa depois de aplicar o golpe do cartão e tentar extorquir R$ 5 mil da vítima para lhe devolver um veículo Ford Explorer. O carro foi encontrado na delegacia de Almirante Tamandaré e, segundo o delegado do Tigre Hertel Rehbein, teria sido encontrado pela Polícia Militar abandonado naquele município. A troca de tiros na praça, entre a polícia e os acusados, causou pânico na população, por causa das balas que atravessavam a Rua Barão do Cerro Azul e da movimentação da polícia, que mobilizou um helicóptero e inúmeras viaturas.





