Andirá Dois investigadores da Polícia Civil são acusados de extorquir o desempregado Ednaldo Ricardo Pereira, 25 anos, sábado à noite, em Andirá (36 km ao oeste de Jacarezinho). Os policiais negam envolvimento no caso, mas foram afastados por tempo indeterminado. O delegado Nelson Aguila, chefe do Grupo de Diligências Especiais (GDE) da 11Subdivisão Policial de Cornélio Procópio, responsável pelo inquérito, disse que a Corregedoria da Polícia Civil deve instaurar um procedimento administrativo para apurar o envolvimento da dupla na tentativa de extorsão.
No sábado, os policiais teriam encontrado três papelotes de cocaína dentro do carro de Pereira. Ele foi algemado e levado no próprio carro para a delegacia. Segundo o delegado, os investigadores teriam exigido do sogro e do irmão de Cristiano R$ 1 mil em dinheiro e o carro em troca da liberdade. ''O carro ficou desaparecido de sábado até ontem (quarta-feira), quando foi encontrado em frente da locadora do irmão do Cristiano, em Bandeirantes. Só ontem o rapaz decidiu levar o caso até a polícia'', explicou.
Em Bela Vista do Paraíso (40 km ao norte de Londrina), um exame de lesão corporal vai apontar se um soldado da Polícia Militar agrediu um grupo de crianças e adolescentes na semana passada. Ontem, as supostas vítimas estiveram junto com os pais na delegacia. O delegado José Vitor Pinhão disse que vai aguardar o laudo pericial para tomar as providências legais. Por enquanto, nem mesmo um termo circunstanciado foi lavrado pelo polícia. ''Estamos aguardando o resultado do exame antes de tomar qualquer decisão'', ponderou.
Os pais relataram ao delegado que o PM teria ficado revoltado com algumas agressões verbais contra ele. As vítimas, com idades entre 10 e 18 anos, teriam xingado os policiais de uma viatura de ''porcos''. O PM teria descido do carro e agredido com um cassetete. Ontem, o delegado disse que ''aparentemente'' não havia marcas pelo corpo das crianças. ''Só o laudo poderá apontar isso com certeza, mas não percebi nada de anormal.''
O sargento Júlio César Alves, comandante do destacamento da PM, em Bela Vista, disse que não foi oficialmente comunicado do caso. Segundo ele, o policial sempre teve uma postura correta, sem episódios de agressões desde que ingressou na corporação. Por enquanto, o PM continua exercendo suas funções.

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