James Alberti
De Curitiba
O delegado Antônio Simião, do 11º Distrito Policial, começou ontem a reconstituição do assassinato da secretária Meri Valdrigues de Camargo, 37 anos, ocorrido no dia 3 de junho deste ano. O ex-marido da vítima e vendedor de carros, Arnon de Mattos, 34 anos, que havia sido acusado de agredir Meri em 1996, negou que tenha sufocado a ex-mulher. Ele havia tentado uma reconciliação com Meri, mas ela recusou. O delegado afirmou que ainda não sabe os motivos do crime, porque os três acusados culpam uns aos outros.
A reconstituição foi marcada pela troca de acusações entre Mattos e Jeferson Santana de Lima, 30 anos, e Luiz Carlos Patrício da Silva, 32 anos. Os dois últimos são acusados de participar do homicídio e afirmam que quem matou Meri foi o ex-marido dela. Mattos, no entanto, diz que Lima e Silva cometeram o crime sem que ele tenha ordenado. Os três confessaram, porém, ter levado o corpo da região da Repressa do Passaúna, local onde teria havido o assassinato, até a Serra do Mar, onde o corpo foi encontrado 36 horas depois do homicídio.
Segundo Simião, Mattos alega ter contratado Lima e Silva para seguir Meri e descobrir com ela estava saindo. O vendedor de carros argumenta, então, que a ex-mulher estava morta quando chegou à Represa do Passaúna. Já Lima e Silva, conforme o delegado, dizem que foram contratados para cobrar uma dívida num ponto de ônibus na Cidade Industrial de Curitiba. No local, Mattos teria obrigado Meri a entrar em seu carro e seguido para a represa. Lá, Lima e Silva, teriam deixado os dois sozinhos, para tentar uma reconciliação. Ao voltar ao local onde estava o casal, os dois encontraram Meri desacordada. Eles não sabem se ela havia morrido ou não.
Em virtude das versões diferentes, a reconstituição foi lenta e somente será terminada hoje. Cada um dos três suspeitos apresenta o crime separadamente. Por causa disso, Simião acredita que podem surgir fatos novos hoje.

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