Policiais reclamam da
manutenção de fachada
Na avaliação da Polícia Rodoviária Federal (PRF), a BR-277 ainda é uma estrada perigosa e insegura. Números do posto de fiscalização em Santa Terezinha do Itaipu revelam que 60% dos aclives fortes não possuem terceira pista e o acostamento ao longo da rodovia está quase que integralmente comprometido. Sobre o benefício da privatização, o superintendente da PRF, Wilmar Serrano, afirma que as concessionárias fizeram apenas uma ‘‘manutenção de fachada’’.
Segundo Serrano, os caminhoneiros têm razão ao afirmar que as rodovias, principalmente os acostamentos, não oferecem condições de tráfego. Disse que existem locais onde a diferença de nível entre a pista e o acostamento atinge 30 centímetros. ‘‘Se uma carreta precisar sair da pista, tomba mesmo’’, declarou Serrano.
Apesar de apontar a fragilidade da estrada, o superintendente relaciona outros motivos como causas principais dos acidentes na 277. Em primeiro lugar aparece a imprudência dos motoristas, em segundo a condição de tráfego da rodovia e por último o novo Código de Trânsito Brasileiro, que aumentou o limite mas não adequou as pistas para suportar velocidades acima de 80 quilômetros por hora. O problema nesse caso estaria relacionado ao traçado antigo e ultrapassado da estrada.
De acordo com Serrano, a solução da BR-277 não está somente em obras de manutenção e recuperação da pista, mas sim na correção do traçado. O projeto viário é muito antigo e as adaptações não seguiram o crescimento das cidades e da frota de veículos. A maior parte dos acidentes nessa rodovia acontece em trechos de curva e sem acostamentos.

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