Londrina - Policiais civis de Londrina realizam uma passeata hoje, com saída programada para 11 horas em frente à sede da 10 Subdivisão Policial (SDP), Área Central. Eles protestam contra a convocação dos aposentados para voltar ao trabalho. A determinação do Tribunal de Contas do Estado (TCE), que segue emenda constitucional, atinge cerca de 500 profissionais em todo o Estado.
Perto de 300 policiais já voltaram ao batente. A estimativa do Sindicato dos Policiais Civis de Londrina e Região (Sindipol) é que outros 200 ainda sejam convocados. De acordo com o presidente Ademilson Antonio Alves Batista, o retorno serve para mascarar o número de policiais na ativa. ''Alguns dos que voltaram ao trabalho não têm condições físicas ou psíquicas para isso. Estamos preocupados porque o policial no auge já está sujeito a erros e nem teste psicológico foi feito nos que voltaram'', afirmou.
Outra dificuldade apontada pelo sindicato é a desatualização de quem já pendurou as chuteiras. Em alguns casos, o policial deixou a ativa antes da implantação do Boletim de Ocorrência On-Line e da adoção da pistola. Pelo menos um caso do retorno de um profissional aposentado há quase dez anos foi confirmado por Batista.
Para o presidente do sindicato, a situação representa risco para os policiais e para a população. A categoria estuda ainda estender o protesto para Curitiba. A solução, ressalta Batista, é seguir o exemplo de outros estados e enviar para a Assembléia Legislativa uma lei complementar para regulamentar a aposentadoria especial, com exigência de 30 anos de contribuição e sem limite de idade.
Segundo a Secretaria de Estado da Administração, existem decisões judiciais que impedem o TCE de homologar as aposentadorias e determinam a volta dos profissionais ao trabalho. Por isso, alega o órgão, o governo está apenas cumprindo a lei ao reconvocar os policiais.

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