Os policiais civis Isaltino Zeni Santana e Mário Beraldo Neto, presos na terça-feira da semana passada em Foz do Iguaçu acusados de corrupção, disseram ontem que o flagrante feito pela Polícia Federal foi uma cilada armada pelo comerciante Eraldo Bezerra Cavalcante. Os advogados dos policiais, Luiz Eduardo Souza e Fernando Cesar Antunes, confirmaram que Santana e Beraldo Neto prenderam o comerciante no dia 6 de junho com uma porção de maconha na carroceria do seu carro. O comerciante negou que a droga era dele e, segundo os policiais, foi liberado.
No entanto, o comerciante apresenta outra versão. Ele diz que foi preso e a droga foi colocada no carro pelos policiais civis. Para liberá-lo, Santana e Beraldo Neto teriam pedido R$ 20 mil. O comerciante diz que quando estava no distrito policial librou R$ 2 mil e se comprometeu a dar mais R$ 1,8 mil.
No dia 10, segundo os policiais, o comerciante ligou para o distrito policial dizendo que tinha informações para acrescentar em relação a sua prisão. Quando chegaram na casa de Cavalcante, o comerciante jogou dinheiro na viatura e fugiu, iniciando-se uma perseguição e a interceptação pela PF, que tinham recebido telefonema de Cavalcante. A versão dos policiais civis é contestada pelo delegado da PF, Alexandre Crenitte.

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