Reunidos em assembléia na tarde de ontem, cerca de 90 policiais civis de Londrina e região decidiram não aderir à greve deflagrada em todo o Estado. O sindicato da categoria (Sindipol) anunciou apoio irrestrito para o movimento no Paraná, e optou por permanecer em estado de greve, o que significa que eles podem paralisar as atividades a qualquer momento na cidade.
O sindicato vai tentar ainda uma última cartada. No próximo dia 7, membros da entidade vão se reunir com o secretário de Segurança Pública, Cândido Martins de Oliveira, em Curitiba. A reunião foi marcada com ajuda do delegado-chefe da 10ª Subdivisão Policial, Leonyl Ribeiro. Os principais pontos a serem discutidos são a implantação dos Planos de Cargos e Salários e manutenção do Tide (Tempo Integral de Dedicação Exclusiva) para os aposentados. Ao todo são cerca de 200 policiais civis na região Norte do Estado.
Em Londrina, vários policiais aposentados tiveram o pagamento da gratificação por Tide suspenso, o que fez com que seus vencimentos caíssem pela metade. Em alguns casos, os policiais estão devolvendo dinheiro do Estado, que efetuou o pagamento ‘‘indevidamente’’.
Em Maringá, os 85 policiais civis aderiram ontem à greve iniciada na última quarta-feira. Todos os funcionários da 9ª Subdivisão Policial compareceram às delegacias no primeiro dia da greve. ‘‘O nosso movimento será caracterizado pela presença, não pela ausência’’, anunciou o delegado-adjunto Luiz Norberto Canhoto.
Apenas os serviços essenciais - escolta de presos ao Fórum, prisões de flagrantes, atendimento em locais onde houver ocorrido morte e carceragem - estão funcionando normalmente. Os plantões e a burocracia interna já foram desativados.
A adesão dos policiais da cidade ao movimento foi decidida em reunião de duas horas iniciada às 8 horas de ontem no gabinete do delegado-chefe Leonil da Cunha Pinto, entre delegados, chefes de divisões e departamentos da 9ª Subdivisão Policial de Maringá. A decisão foi comunicada às 10h30 através de ofício assinado por Cunha Pinto à Divisão de Policiamento do Interior, sediada em Curitiba.
O delegado sindical e investigador Aristeu Carnaval disse que a categoria reivindica reposição salarial de 134%, a contratação de pelo menos mais 80 funcionários, principalmente investigadores e escrivães, equipamentos para comunicação e novas viaturas: ‘‘Nossos carros estão todos sucateados, com mais de 150 mil quilômetros rodados. Nossa comunicação é feita por telefones celulares comprados pelos próprios policiais’’.

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