Policiais matam jovem de 20 anos por engano
PUBLICAÇÃO
domingo, 13 de julho de 2008
Marcela Rocha Mendes<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Uma jovem de 20 anos foi morta por engano após perseguição de policiais militares em Porto Amazonas (Centro do Estado), na madrugada de ontem. O veículo onde ela estava colidiu acidentalmente com uma viatura policial. Dois soldados, achando que se tratava de um suspeito que estavam perseguindo, atiraram contra o carro. Só depois perceberam o engano.
Em nota, a PM afirmou lamentar o incidente, que começou às 4h10 quando uma equipe do Posto da Polícia Rodoviária de São Mateus do Sul foi acionada para deter um veículo que teria furado um bloqueio na região de União da Vitória.
Quando o veículo conseguiu furar o segundo bloqueio, policiais do posto da Lapa foram acionados, recebendo as caracteríticas de um veículo possivelmente Celta ou Palio na cor preta que se dirigia em alta velocidade em direção àquela cidade. Segundo a polícia, foi montado um novo bloqueio e, novamente, o veículo suspeito conseguiu furar, seguindo em alta velocidade, pela contramão, em direção a Porto Amazonas.
Segundo o cabo Sade, da Polícia Rodoviária, dois soldados contaram que, após terem cruzado com o veículo suspeito seguido por outras viaturas, também foram atrás. Quando um veículo preto bateu na viatura, eles acreditaram ser um suspeito e atiraram contra o carro. Só depois perceberam que se tratava de um Gol preto, ocupado por um casal, que havia colidido acidentalmente.
O motorista do Gol, Diogo Soldi, saiu do carro e deitou no chão. Dentro do veículo, foi encontrada Rafaele Ramos Lima, 20 anos, ferida na cabeça. De acordo com a polícia, ela foi encaminhada ao Hospital Menino Jesus, em Porto Amazonas, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. Soldi foi encaminhado para o Hospital Nossa Senhora das Graças, em Curitibae já recebeu alta.
Mais tarde, equipes encontraram o provável veículo foragido, um Fiat Palio, de Curitiba, abandonado com grande quantidade de cigarros do Paraguai. Na nota oficial, a PM afirma ter instaurado inquérito para investigar o caso. Os dois policiais foram recolhidos em Ponta Grossa, mas seriam logo transferidos para o quartel de Curitiba. As armas foram apreendidas e enviadas à perícia. O comando geral da Polícia Militar do Paraná e o Ministério Público acompanham de perto o desenrolar da investigação.


