A greve dos policiais civis de Londrina e região transcorreu tranquilamente ontem, no primeiro dia de mobilização. A única exceção foi o tumulto causado na chegada à 10ª Subdivisão Policial de Rubens Mendes de Queiroz, acusado de dois assassinatos (ver matéria neste caderno), no final da manhã. Cerca de 450 pessoas participaram do protesto que ocorreu entre às 8h30 e 20h30 em frente à delegacia.
Os funcionários das subdivisões de Cornélio Procópio e Apucarana – ligados ao Sindipol de Londrina – também teriam aderido ao protesto, conforme informação do presidente do sindicato, Ademilson Alves Batista. ‘‘Somente os estagiários, por ainda estarem no período de treinamento, não participaram’’, afirmou. Os estagiários, novos contratados que ainda estão em período de experiência, representam 20% dos 350 policiais civis das três cidades. A Folha, no entanto, apurou que as delegacias de Cornélio e Apucarana funcionaram normalmente e muitos deles não sabiam nada sobre a manifestação.
A intenção do Sindicato dos Policiais Civis é forçar o governo estadual a abrir negociações com a categoria. Para isso, ele pretendia reunir seus filiados desde a manhã na porta da 10ª Subdivisão, mas um arrastão realizado entre às 21 horas de terça-feira até a 1 hora de ontem prejudicou a concentração maciça. Segundo o delegado de Operações, Jurandir Gonçalves André, que responde interinamente como delegado-adjunto, a operação não teve relação alguma com a paralisação e trata-se de uma rotina na cidade.
Na pauta de reivindicações entregue no dia 26 de outubro ao governo a categoria pede o pagamento da gratificação por Tempo Integral e Dedicação Exclusiva (Tide) a todos os policiais, melhores condições de trabalho, suspensão da guarda dos presos nas cadeias públicas, implementação do plano de cargos e salários e cumprimento da lei complementar número 51/85.
Durante a paralisação, os 15 delegados de Londrina assumiram o registro de ocorrências e contaram com o apoio da Polícia Militar. Eles esperam que até o dia 28 deste mês o governo dê alguma resposta. Nesse dia, os filiados ao Sindicato dos Policiais Civis (Sindipol) farão uma assembléia na sede, às 18 horas, para discutir os resultados da campanha e até votar uma paralisação por tempo indeterminado. (Colaborou Lúcio Flávio Moura)

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