Policiais integram força-tarefa contra dengue
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segunda-feira, 07 de março de 2016
Vítor Ogawa<br>Reportagem Local 
Soldados da Polícia Militar de Londrina que estão em treinamento assistiram na manhã de ontem, no auditório do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), a uma palestra sobre como combater os criadouros do mosquito Aedes aegypti. Cerca de 140 policiais participaram do evento e passarão a integrar a força-tarefa que auxiliará os agentes de Endemias e de Saúde da Família na missão de orientar os moradores sobre como fiscalizar e eliminar os focos do mosquito causador da dengue, zika, chikungunya e síndrome de Guillain-Barré.
Atualmente a prefeitura conta com 700 pessoas, entre agentes de Endemias e agentes do programa Saúde da Família para realizar esse serviço. Além da PM, existem 35 soldados do Exército e 13 detentos vinculados ao Patronato da Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária do Paraná.
O secretário Municipal de Saúde, Gilberto Martin, destacou que a retaguarda da PM complementa as ações de visitas nas casas. "A PM faz parte da Defesa Civil e possui uma capilaridade tão grande quanto a dos agentes de Endemias e isso irá ampliar a capacidade de divulgação das informações sobre o mosquito Aedes aegypti", declarou.
Martin ressaltou que uma informação repassada por um policial fardado possui um impacto maior do que uma fornecida por um agente de Endemias, que muitas vezes o morador conhece pelo nome. "O peso da fala de um PM fardado é outro", destacou.
A palestrante foi a coordenadora da Educação e Saúde do Setor de Endemias, Lucimara Candida Vasconcelos,que destacou que os PMS farão a interação com a população e por isso ressaltou as características de um criadouro e como evitar a formação deles. "Essa parte prática ajuda a entender como fazer esse combate, mostrando que o mosquito pode formar criadouro em sacolinhas, tampinhas, etc.", ressaltou.
Lucimara aponta como principal desafio nesse trabalho a falta de compreensão da população em geral sobre a gravidade do problema. "Elas não entendem que o Aedes aegypti está transmitindo a dengue, o zika vírus, a chikungunya. Esse mosquito pode matar", declarou.
Atualmente, em Londrina, são 3.821 notificações de casos suspeitos de dengue, dos quais 1.114 casos foram confirmados em 2016. Ainda existem 2.195 casos sendo investigados e 2 casos de zika confirmados no município.
Minuciosa
Para quem constatar a existência de mosquitos circulando pela sua casa, cabe uma investigação minuciosa para saber onde está localizado o criadouro. Se mesmo assim não for possível encontrar o foco na casa, a recomendação é se comunicar com os vizinhos para tentar encontrar o foco no bairro. Caso haja dificuldades em conseguir convencer o vizinho a eliminar o criadouro, a coordenadora de Endemias, Diana Martins, recomenda que se faça a denúncia ao Disque Dengue (0800-4001893). Ela expõe que o serviço tem recebido de 30 a 50 ligações por dia com denúncias. "A cada 200 ligações, pelo menos 10 são repetidas.
O comandante do 2º Comando Regional da Polícia Militar em Londrina, tenente-coronel Marcos Antônio Wosny Borba, destacou que a população não deve procurar a PM somente quando ocorrer um crime. "A Polícia Militar é uma estrutura social e deve permanecer próxima da comunidade. Recebemos recentemente mais 396 policiais no Comando Regional. Ainda não sabemos quantos deverão permanecer na cidade, mas parte deles auxiliará no combate à dengue", apontou.
Para o comandante do 5º Batalhão de Polícia Militar de Londrina, tenente-coronel José Luiz, a dengue é bem familiar, já que sentiu na pele o incômodo de contrair a doença. "Fiquei uma semana acamado por problema de dengue. Sei que é difícil e isso aumenta a vontade de ajudar. Somos funcionários públicos e essa é uma luta pela própria causa", declarou. "Vamos ver quantos irão atuar, quais os bairros e qual a logística dessa operação. Tudo depende da equipe de saúde para dar esse suporte, já que os soldados devem estar sempre acompanhados por agentes de Endemias", apontou.


