Policiais fazem avaliação auditiva
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quarta-feira, 17 de maio de 2000
Telma Elorza De Londrina 
Dez alunos do 3º ano de fonoaudiologia da Universidade Norte do Paraná (Unopar) começaram ontem, pela manhã, um trabalho de prevenção e detectação de alterações auditivas com policiais militares do 5º Batalhão da Polícia Militar (BPM) de Londrina. Foram avaliados cerca de 30 integrantes da Patrulha Escolar de Londrina nas dependências do 5º BPM.
Segundo uma das coordenadoras do projeto, a professora e fonoaudióloga Cláudia Maria Félix, o trabalho tem três vertentes: com a Polícia Militar, com componentes da Orquestra Sinfônica da Universidade de Londrina (Osuel) e com pessoas da terceira idade. O objetivo é saber se já existe algum tipo de alteração auditiva, principalmente nestas áreas profissionais, e buscar formas de prevenir estes problemas, explicou.
Na primeira estapa do trabalho haverá palestras onde são abordados a anatomia fisiológica, etiologia das alterações auditivas, tipos de gruas de perda auditiva, efeitos da música sobre a audição, conservação e sintomas mais comuns da perda induzida por ruído. Na segunda etapa, são feitas triagens auditivas com finalidade de descartar suspeita de alterações. Se houver suspeitas de alterações, os policiais militares serão encaminhados à Clínica dos Distúrbios da Comunicação Humana da Unopar para uma avaliação audiológica completa.
Em uma etapa posterior, serão feitas análises dos resultados que serão encaminhados para o comando da BPM. As conclusões, porém, só serão conhecidas no final do ano. O que a gente pretende é tornar este projeto permanente, com avaliações anuais. E, desta forma, estender o serviço a toda unidade em Londrina, explicou.
Outro trabalho que será desenvolvido no 5º BPM é o de orientação e soluções para o Centro de Operações da Polícia Militar (Copom), onde foi detectado um alto nível de ruído. Em uma avaliação preliminar que fizemos hoje (ontem), em um dia considerado calmo no Copom, detectamos que os policiais suportam um nível de ruído de 85 decibéis. Em um dia agitado, esse número pode até triplicar. Para um ambiente onde as pessoas passam um período de tempo contínuo, o nível de decibéis não pode ultrapassar 60, afirmou Cláudia Maria Félix. Segundo ela, embora às vezes o barulho constante não provoque problemas auditivos, é um fato constante de estresse e irritação.


