Da Sucursal

Albari RosaSoldados da Polícia Militar cercam manifestantes na porta da empresa Alvorada, em Curitiba: pagamento atrasadoO protesto de um grupo de cem trabalhadores contra o atraso de salários em frente a empresa de vigilância e limpeza Alvorada, no bairro do Água Verde, em Curitiba, ontem à tarde, terminou em pancadaria entre policiais e manifestantes. Os funcionários da empresa entraram em greve na segunda-feira. Desde às 9 horas de ontem, se concentravam em frente à sede da Alvorada cobrando o pagamento do salário de fevereiro e o atraso de dois meses na distribuição do vale-transporte e tíquete-refeição.
Por volta das 14h30, três viaturas da Polícia Militar chegaram ao local depois de serem chamadas pela direção da empresa. Ao tentarem retirar o vigilante Edson Luiz Carvalheiro, 40 anos, a polícia acabou entrando em conflito com os manifestantes, que reagiram e obrigaram os policiais a recuarem. Na confusão, eles também teriam agredido mulheres que participavam do protesto e tentavam defender o vigilante.
Segundo Edson, os policiais o agrediram e tentarem prendê-lo, apenas por ele ter incitado os manifestantes a continuarem com o protesto. ‘‘Eles só desistiram depois que o pessoal da imprensa e do sindicato chegou’’, contou o vigilante, que pretendia fazer exame de corpo de delito no IML e dar queixa da agressão.
Marilene Ramos, que trabalha no Centro Politécnico da UFPR, acusava os policiais de terem agredido sua irmã, Márcia Regina, na confusão que se formou quando eles tentavam prender o vigilante.
A polícia negou que tenha agredido os manifestantes e alegou que o vigilante estava tentanto provocar tumulto. ‘‘Quando nós chegamos, ele já estava xingando, gritando e começou a provocar os policiais’’, disse o tenente Rodrigo Perin, que comandou a ação. Segundo o tenente, a intenção não era prender Edson.
Os atrasos no pagamento de salários na Alvorada têm sido frequentes desde o final do ano passado. No mês passado, os funcionários também só conseguiram receber os salários depois de permanecerem um dia em frente a sede da empresa. No final da tarde de ontem a Alvorada pagou R$ 50,00 a cada um dos que participavam do protesto e prometeu acertar o restante nos próximos dias. Segundo o sindicato, a empresa alega não ter recebido o dinheiro da matriz, que fica em São Paulo.

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