Curitiba - Policiais civis e agentes do sistema penitenciário do Paraná reúnem-se hoje, em assembléia, para iniciar a discussão em torno da mobilização unificada das categorias para lutar por melhorias salariais. Eles querem reajuste salarial linear de 50% e implantação de Plano de Carreira, Cargos e Salários. Entidades representantes dos interesses dos policiais militares também irão engrossar o movimento.
O presidente do Sindicato da Classe Policial do Paraná, Luis Bordenowski, afirmou que a idéia inicial é elaborar uma proposta com a reivindição do reajuste que, segundo ele, corresponde às perdas salariais dos últimos oito anos, conforme cálculo feito pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese). A proposta deverá ser entregue na próxima semana ao presidente da Assembléia Legislativa, deputado Hermas Brandão (PSDB).
A possibilidade de uma paralisação geral não foi descartada, mas por enquanto as ações serão voltadas para a articulação e fortalecimento do movimento. No dia 7 de março, informou Bordenowski, será oficializada a criação da Força Policial –uma federação que representará todas as categorias policiais do Estado.
A Polícia Civil já está trabalhando em estado de greve e a mesma postura deverá ser adotada pelos agentes penitenciários. De acordo com a presidente do Sindicato dos Servidores do Sistema Penitenciário, Sandra Márcia Duarte, são 1,7 mil funcionários em todo Estado, incluindo técnicos, administrativos e profissionais de saúde, além dos educadores sociais que trabalham nas escolas educacionais para menores infratores.
Os servidores penitenciários também pedem a reposição de 50%, mas como estão inseridos no quadro geral do Estado, o sindicato, admitiu Sandra, já trabalha com a improbabilidade de conseguir esse reajuste e brigará pelo plano de cargos e salários para corrigir as distorções. O salário inicial de um agente, segundo ela, é de R$ 241,00. Com as gratificações chega em torno de R$ 800,00.
A gratificação de R$ 100,00 anunciada pelo governo do Estado e que também beneficiaria os servidores do sistema penitenciário, segundo Sandra, não agradou a categoria.

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