Policiais denunciam que falta combustível para as viaturas
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quinta-feira, 03 de agosto de 2000
Alexandre Sanches De Londrina 
Policiais do 5º Batalhão da Polícia Militar (BPM), em Londrina, denunciaram ontem, à Folha, que a falta de combustíveis, já problema em alguns batalhões paranaenses, chegou à Londrina. Segundo os policiais, que preferiram não se identificar, na madrugada de ontem somente uma viatura da PM teria rodado na cidade, enquanto as outras ficaram encostadas no quartel por falta de combustível. Além disso, afirmaram que o policiamento na cidade estaria sendo realizado apenas no sistema de dupla a pé, conhecido como Cosme e Damião. A denúncia também foi feita a algumas rádios da cidade.
De acordo com o comandante do 5º BPM, tenente-coronel Robenson Máximo Fim, a denúncia é inverídica e sem procedência. Temos conhecimento que falta combustível em vários quartéis, mas em Londrina ainda possuimos 15 mil litros no tanque instalado no quartel, afirmou. Ele garantiu que o patrulhamento com viaturas está sendo realizada normalmente, mas racionando o combustível e otimizando os policiais e o patrulhamento.
Estou administrando o que possuo. Já solicitei por escrito ao comando-geral, em Curitiba, mais combustível para evitar parar as nossas viaturas, informou, não descartando a possibilidade do estoque existente acabar logo. Mas, segundo ele, se isso acontecer, o crédito do 5º BPM nos postos da cidade garantiria o funcionamento do patrulhamento motorizado por mais algum tempo. Se chegarmos neste patamar, eu serei o primeiro a informar à comunidade a retirada de viaturas de circulação. Mas ainda não há motivos para isso, antecipou.
Máximo Fim acredita que as reclamações sem fundamento são atribuídas às mudanças nos planos de serviços do 5º BPM, iniciadas na semana passada. Estamos fazendo um controle de quilometragem de todos os veículos, mudamos a forma de patrulhamento, otimizando o nosso pessoal e evitando que duas viaturas fiquem na mesma área, deixando a descoberto outros bairros, argumentou.
O comandante disse que as mudanças levarão pelo menos mais 10 dias de ajustes até começar a funcionar a contento. O nosso trabalho é de fazer o soldado ter um relacionamento mais amigo com a comunidade. Temos muitos problemas a serem solucionados, mas nada que afetará a segurança da cidade, garantiu.


