Policiais denunciados já estão presos
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sábado, 29 de junho de 2002
Sid Sauer<BR>Equipe da Folha 
Campo Mourão Três dos quatro policiais rodoviários que tiveram prisão decretada pela Justiça de Peabiru (12 km ao norte de Campo Mourão) se apresentaram e estão recolhidos em batalhões da Polícia Militar de Maringá e Campo Mourão. Eles foram acusados pelo Ministério Público de receberem propina para liberar ônibus e caminhões da fiscalização na balança de Peabiru. O esquema também envolvia um empresário, já preso.
O comandante da 4ª Companhia da Polícia Rodoviária de Maringá, capitão Esmeraldo Mançano, se apresentou ontem de manhã ao 4º Batalhão da PM de Maringá. No mesmo local se apresentou o sargento Valdemir Aparecido Bonifácio, que deixou a Polícia Rodoviária e está lotado no próprio 4º BPM. Já o sargento Divonzir Ferreira da Silva se apresentou anteontem à noite no 11º BPM de Campo Mourão.
Até o final da manhã de ontem, a assessoria de imprensa da PM de Curitiba não tinha informações sobre o quarto policial acusado, o tenente William Dieimes Silveira. A denúncia do Ministério Público diz que ele estava lotado no 13º BPM de Curitiba, mas a informação foi negada ontem por policiais desse batalhão. A Folha não conseguiu falar com os advogados dos policiais. Apenas um deles disse que ainda estava estudando o caso.
A prisão dos quatro policiais foi decretada anteontem pela juíza Diocélia da Graça Mesquita Fávaro, que acatou denúncia feita por cinco promotores de Campo Mourão e Peabiru. O empresário Amauri Lopes, 28, está preso desde segunda-feira em Araruna (a cadeia de Peabiru está interditada). Segundo a denúncia, era Lopes que recolhia o dinheiro nas empresas e fazia o repasse para os policiais. Ele foi denunciado por corrupção ativa.
O promotor Lafaieti Barbosa Tourinho informou que as investigações vão continuar para que sejam descobertas quais eram as empresas que pagavam a propina. Elas davam o dinheiro em troca da não fiscalização de caminhões e ônibus de turismo que passavam na balança da PR-317, entre Campo Mourão e Maringá. O MP também quer identificar outros possíveis policiais envolvidos no caso. (Colaborou Marta Medeiros, de Maringá)


