Os 13 policiais civis presos durante a passagem da CPI nacional do Narcotráfico pelo Paraná (leia texto na página 3) já estão em liberdade. Acusados de envolvimento com o tráfico de drogas e o desmanche de carros roubados, eles cumpriram prisão temporária – com duração máxima de 60 dias – e depois foram libertados, por ordem judicial.
Atualmente respondem a ações penais na Justiça e processos administrativos na Corregedoria da Polícia Civil. Se forem condenados pela Justiça, poderão ser expulsos da corporação. A previsão é de que o julgamento demore entre dois e três anos. Além das 13 prisões, a CPI resultou no afastamento de 40 policiais e no indiciamento de 20 deles. A maioria é formada por investigadores. Mas entre os afastados estão sete delegados.
A rotina dos afastados pode ser classificada como muito tranquila. Eles são obrigados a comparecer quatro vezes por dia – às 8, 12, 14 e 18 horas – ao Departamento Pessoal da Polícia Civil para registrar presença. Mas não trabalham. ‘‘Com tanto tempo, eles têm mais liberdade para agir’’, insinua um delegado, considerado integrante da ‘‘banda sadia’’ da Polícia, que prefere não ser identificado.
Em relação ao salário, o afastamento das atividades representa redução dos vencimentos dos policiais acusados de crimes. Durante as investigações, eles recebem apenas o salário, sem as gratificações pelas funções que exerciam antes do afastamento. (V.D.)

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