Os policiais civis do Paraná estenderam o prazo e prometeram esperar até hoje por uma proposta de reajuste salarial do Governo do Estado para decidir se entram em greve a partir de amanhã. A categoria alega ter mais de 100% de defasagem e cobra uma definição urgente do governador Roberto Requião (PMDB). Uma equipe de técnicos das secretarias estaduais da Administração e da Fazenda elaboraram uma proposição, que deve ser apresentada para a categoria.
A decisão foi tomada anteontem em assembléia que contou com a participação de cerca de 90 policiais. De acordo com o presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Londrina e Região (Sindipol), Ademilson Alves Batista, a categoria também reivindica aumento de efetivo. O Paraná contabiliza hoje cerca de 2 mil policiais civis (150 em Londrina). Para a direção da entidade que representa a categoria, o ideal seria pelo mesno o dobro.
Ele não descartou a possibilidade de protesto durante a solenidade de entrega de viaturas, que terá a participação de Requião, hoje em Londrina. Acrescentou ainda que os policiais civis estão sem aumento salarial há aproximadamente dez anos.
A assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Segurança Pública informou que o governo não se manifestaria. A posição oficial foi divulgada recentemente em uma nota no site da Agência Estadual de Notícias. No texto, é informado que ''o salário dos policiais civis foi reajustado em média 37% nas tabelas de vencimentos-base das categorias, desde o início da administração do governador Roberto Requião.''
O presidente do Sindipol contestou a informação. Segundo ele, o aumento foi fruto de uma readequação salarial aprovada mas não concedida durante o mandato anterior. ''As entidades sindicais não concordam com a posição do governador, mas reconhece que ele tem mérito por ter pago o que o outro governo deixou'', afirmou Batista.

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