Os mesmos policiais que trabalham no salvamento de peixes nas horas de folga foram os responsáveis pela barreira mantida nas margens do rio Paraná para evitar a volta do gado de criadores para o arquipélago. Quarenta homens se revezaram dia e noite em pontos estratégicos num raio de 70 quilômetros que compreende os municípios de Icaraíma, Vila Alta, São Jorge do Patrocínio e Altônia. O trabalho terminou dia 5.
Há dois meses, os ambientalistas conseguiram uma liminar da justiça proibindo o retorno do gado ao arquipélago. Os animais, que já estavam em situação irregular, foram retirados no final de janeiro e início de fevereiro, no auge da cheia do rio, que chegou a ficar 8 metros acima do nível normal. Há duas semanas, o Tribunal de Alçada do Paraná acatou recurso movido por sete criadores de Icaraíma e autorizou a volta dos animais. A decisão beneficia apenas os sete criadores.
Eles fariam parte da minoria que vem cumprindo acordo com o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e Ministério Público das comarcas da região. A decisão do tribunal, no entanto, atrapalha o trabalho da PM. Os policiais estão tendo dificuldade para controlar o canal de entrada legal aberto em Icaraíma.
Alguns criadores estariam tentando furar o cerco policial pelo município. O gado é considerado inimigo da Ilha Grande por devastar barrancas e por ocupar uma área antes tomada pela mata nativa.

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