Policiais concursados ameaçam entrar com ação contra Estado
Paulo Ubiratan
De Londrina
Os concursados para os cargos de investigador e escrivão da Polícia Civil do Paraná prometem entrar com um mandado de segurança contra o Estado caso não sejam contratados até o final de novembro. Há menos de um mês o secretário de Segurança Pública (Cândido Martins de Oliveira) prometeu nos contratar, mas isso não vai acontecer, afirmou o londrinense Mário Shibazaki, que aguarda a contratação.
A afirmação de Shibazaki é fundamentada no discurso de posse do novo comandante-geral da Polícia Militar. Ele (Guaraci Moraes Barros) disse que vai remanejar 2.500 policiais militares dos serviços burocráticos da corporação para trabalhar na rua e assim tentar preencher as vagas que existem em toda a polícia do Paraná. Com isto o senhor secretário demonstra que não vai contratar ninguém, afirmou.
Segundo Shibazaki, o movimento pretende entrar na Justiça da mesma forma que os procuradores (promotores de Justiça) fizeram. Os promotores concursados também não estavam sendo nomeados e acabaram ganhando a causa na Justiça e atualmente estão sendo aproveitados em todas as comarcas do interior do Estado. No caso específico da Polícia Civil, em todo o Paraná, passaram no concurso 1.396 investigadores e 488 escrivães.
Em Londrina, esperam nomeação 72 investigadores e 38 escrivães para de imediato ocupar seus postos na 10ª Subdivisão Policial (SDP). Segundo levantamento feito pelo Sindicato da Polícia Civil de Londrina (Sindipol), a 10ª SDP necessita por volta de 90 policiais civis. Atualmente, 13 investigadores trabalham em suas funções. O restante (12 investigadores) cuida de presos nos distritos policiais.





