Policiais civis de dez estados brasileiros estão em Curitiba desde segunda-feira para aprimorar técnicas de resgate de reféns. Durante 28 dias, 37 agentes (15 deles são do Paraná) farão um curso de operações especiais na Escola da Polícia Civil.
O trabalho tem o objetivo de transmitir conhecimentos para policiais dos estados que ainda não dispõem de grupos especiais para situações consideradas de ‘‘crise’’, como os sequestros.
De acordo com o diretor da Escola de Polícia, delegado Adauto Abreu de Oliveira, o Paraná se tornou referência no treinamento de agentes já que o Estado conseguiu solucionar todos os casos de sequestro desde 1989.
O treinamento envolvendo policiais de outros estados está sendo feito a cada dois anos desde 1995. Segundo Adauto de Oliveira, a preocupação a partir de agora é realizar os exercícios a cada ano para manter as equipes em constante trabalho.
‘‘Precisamos manter os grupos especiais em ação e os treinamentos serão feitos a cada ano a partir de agora’’, diz Adauto. Em agosto deve acontecer uma nova rodada de treinamentos. No mês de novembro, policiais norte-americanos do grupo de elite da Swat vão treinar policiais para se tornarem instrutores. ‘‘Eles vão aprender a ensinar’’, observa o diretor.
Para os próximos dias estão previstos treinamentos em prédios de Curitiba para simular resgates em altura. Os policiais também estão treinando com dois cães rotweiller em simulações de sequestro onde os animais entram no cativeiro para render os criminosos.
A delegada Rejane Marcondes Braga, de Curitiba, é a única policial entre os 37 participantes do treinamento. Para ela, o principal desafio será aprimorar a capacidade de comando. No primeiro dia de curso, a delegada correu cerca de 10 quilômetros e teve de carregar nas costas um policial que estava com dificuldades para completar a maratona. ‘‘Espero sobreviver até o final do curso’’, brinca ela.Albari RosaTreinamento, em Curitiba, reúne policiais de dez estados que ainda não dispõem de grupos especiaisDimitri do Valle

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