Policiais civis preparam paralisação em Curitiba
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domingo, 08 de abril de 2001
Elisa Marilia CarneiroDe Curitiba 
Sem descartar a possibilidade de uma greve geral por tempo indeterminado, cerca de 700 policiais civis do interior do Estado chegam hoje a Curitiba para se juntar aos quase 1,5 mil policiais da capital. Eles pretendem promover uma paralisação de 24 horas, seguida de grande concentração, amanhã, em frente à Assembléia Legislativa. Eles querem mostrar aos deputados estaduais e ao governo que precisam de reajuste salarial e melhor infra-estrutura para trabalhar.
Há seis anos sem aumento de salários, os policiais civis exigem pelo menos a isonomia salarial, a implantação de um plano de cargos e salários e condições dignas de trabalho. Estamos negociando há muito tempo, mas o governo não toma providências, adverte o presidente do Sindicato da Polícia Civil de Londrina e Região (Sindipol), Ademilson Alves Batista.
Atualmente a média salarial de um policial civil é de R$ 600,00 líquidos. A equiparação pretendida para a categoria somaria a essa quantia R$ 700,00.
Outro problema grave apontado pelos policiais civis é a total falta de condições de trabalho. Podemos dizer, sem exageros, que a segurança do Estado está abandonada. Faltam desde equipamentos como armamento, coletes, material de expediente, veículos, combustível, até papel higiênico, reforça o presidente o Sindipol. Muitas delegacias estão sucateadas ou, então, com excesso de presos, alguns até mesmo condenados e que, portanto, deveriam estar no sistema penitenciário.
O secretário de Estado da Segurança, José Tavares, não foi localizado ontem pela reportagem da Folha para falar sobre os planos do Estado para melhorar a condição salarial dos policiais e sobre as críticas feitas pelas entidades sindicais que representam os policiais civis.


