Londrina - Cerca de 580 policiais civis de pelo menos 160 municípios do norte do Estado pararam suas atividades por dez horas ontem. A informação é do Sindicato dos Policiais Civis de Londrina e Região (Sindipol). Somente encaminhamento de presos e flagrantes foram realizados durante todo o expediente.
Em Londrina, policiais se concentraram em frente à 10 Subdivisão Policial, na Área Central. Segundo o sindicato, a adesão foi de 80%, mas a informação não foi confirmada pelo delegado-chefe da 10 SDP, Sérgio Barroso. ''A paralisação não está atrapalhando o trabalho. Houve pouca adesão'', disse.
Segundo o presidente do Sindipol, Ademilson Antonio Alves Batista, a categoria reinvindica, além do aumento do piso salarial, mais efetivo e a aprovação de uma lei complementar que regulamente a aposentadoria especial e o plano de cargos e salários (PCS).
''Atualmente o piso inicial do policial civil é de R$ 1,8 mil enquanto um delegado inicia com R$ 10 mil. Acreditamos que o ideal seria um piso de pelo menos R$ 4 a 5 mil. Outra questão é o efetivo, que está com um número extremamente baixo. Hoje temos cerca de 3,2 mil policiais civis no Estado, o ideal seria pelo menos 10 mil profissionais'', enfatizou.
Ainda segundo o Batista, outra paralisação está programada para o final do mês. ''Desde 2006, mais de 500 policiais aposentados, que ainda não haviam completado 60 anos de idade, foram chamados para trabalhar. Com a aprovação da lei o policial poderá se aposentar com 30 anos de contribuição sem limite de idade'', explicou.
Operação padrão
Em Curitiba, oito policiais realizaram uma manifestação chamada de ''Operação Padrão'', durante o dia de ontem. A movimentação ocorreu em solidariedade aos policiais de Londrina e foi feita por profissionais que se opõem ao sindicato que representa a categoria.
Segundo o investigador André Gutierrez, o grupo de policiais passou por algumas delegacias e fez telefonemas para explicar os motivos da mobilização em Londrina. Um fiscal do Ministério do Trabalho esteve presente nas visitas apenas como testemunha.
A Secretaria de Estado da Segurança Pública informou que não iria se pronunciar sobre a paralisação de Londrina e a operação padrão de Curitiba. (Colaborou Diego Ribeiro)

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