Policiais Civis param por 10 horas
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quinta-feira, 02 de abril de 2009
Fernanda Borges<br>Reportagem Local 
Cerca de 580 policiais civis de pelo menos 160 municípios do Norte do Estado pararam suas atividades por dez horas ontem. A informação é do Sindicato dos Policiais Civis de Londrina e Região (Sindipol). Somente encaminhamento de presos e flagrantes foram realizados durante todo o expediente.
Em Londrina, policiais se concentraram em frente à 10 Subdivisão Policial, na Área Central. Segundo o sindicato, a adesão foi de 80%, mas a informação não foi confirmada pelo delegado chefe da 10 SDP, Sérgio Barroso. ''A paralisação não está atrapalhando o trabalho. Houve pouca adesão'', disse.
Segundo o presidente do Sindipol, Ademilson Antonio Alves Batista, a categoria reinvindica, além do aumento do piso salarial, mais efetivo e a aprovação de uma lei complementar que regulamente a aposentadoria especial e o plano de cargos e salários (PCS).
''Atualmente o piso inicial do policial civil é de R$ 1,8 mil enquanto um delegado inicia com R$ 10 mil. Acreditamos que o ideal seria um piso de pelo menos R$ 4 a 5 mil. Outra questão é o efetivo que está com um número extremamente baixo. Hoje temos cerca de 3,2 mil policiais civis no Estado, o ideal seria pelo menos 10 mil profissionais'', enfatizou.
Ainda segundo o Batista, outra paralisação está programada para o final do mês. ''Desde 2006, mais de 500 policiais aposentados que ainda não haviam completado 60 anos de idade foram chamados para trabalhar. Com a aprovação da lei o policial poderá se aposentar com 30 anos de contribuição sem limite de idade'', explicou.
Em Curitiba, oito policiais realizaram uma manifestação chamada de ''Operação Padrão''. A movimentação aconteceu em solidariedade aos colegas de Londrina e representa os policiais que se opõem ao trabalho do Sindicato de Classes Policiais Civis do Paraná (Sinclapol). Segundo o investigador André Gutierrez, o grupo passou por algumas delegacias para explicar os motivos da mobilização em Londrina. Um fiscal do Ministério do Trabalho esteve presente nas visitas apenas como testemunha. A Secretaria de Estado da Segurança Pública informou que não vai se pronunciar sobre o assunto.(Colaborou Diego Ribeiro)


