Policiais civis fazem protesto em Curitiba
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quarta-feira, 19 de novembro de 2008
Diego Ribeiro<br>Equipe da Folha 
Centenas de policiais civis de várias cidades participaram de uma manifestação e lotaram o Plenarinho da Assembléia Legislativa do Paraná (Alep), com faixas e narizes de palhaço, na tarde de ontem, para reinvindicar melhorias para a Polícia Civil do Paraná.
Segundo o secretário do Sindicato dos Policiais de Londrina (Sindpol), Erimar Bortot, o movimento pretende chamar o governo do Estado para uma conversa com o objetivo de acelerar o plano de cargos, carreiras e salários (PCCS), além de tentar acabar com a defasagem do efetivo da corporação e impedir que policiais aposentados retornem à ativa. O Tribunal de Contas (TC) do Paraná exige idade mínima de 60 anos para o policial civil poder se aposentar.
Entre as preocupações do
Sindpol estaria ainda uma indisposição do Sindicato da Classe dos Policiais Civis do Paraná (Sinclapol) em esclarecer as questões da categoria para todos os policiais. Na manhã de ontem, de acordo com outro diretor do Sindpol, André Gutierrez, representantes do próprio Sindpol, o delegado-geral Jorge Azôr Pinto, o delegado-geral adjunto, Francisco Costa, e o delegado Cláudio Telles se reuniram para conversar sobre o PCCS.
Para exemplificar o problema dos salários, Erimar Bortot acredita que a efetivação do plano pode ajudar a evitar que os policiais façam "bicos", para complementar a renda, o que não é permitido, apenas caso o policial decida dar aulas. "Eu sou um exemplo flagrante disso. Eu também sou professor no Estado para poder ganhar mais", explicou.
Sobre os problemas de policiais já aposentados retornarem ao trabalho, ele citou o caso do investigador Moisés Rodolfo Lamas, que voltou ao 1º Distrito Policial, mas no primeiro dia morreu após um ataque cardíaco. De acordo com ele, o policial já não tinha condições de saúde para trabalhar. Apesar da manifestação, menos de cinco delegados foram até o local para se solidarizarem com a causa dos investigadores, motivo de reclamação entre alguns policiais. O delegado Luiz Alberto Cartaxo de Moura, presidente da Associação dos Delegados de Polícia (Adepol), informou que os delegados têm outra forma de reinvindicar e que têm defendido a aposentadoria. O presidente do Sinclapol, Paulo Martins, não foi localizado pela reportagem da FOLHA.
A Secretaria da Segurança Pública (Sesp) informou que, desde 2003, "as melhorias salariais aplicadas aos policiais civis significaram aumentos de até 50% em alguns casos. A Polícia Civil conquistou ainda outras importantes melhorias, como investimentos em recursos humanos, contratando mais de 1.100 novos policiais civis, além de 200 auxiliares de carceragem para cuidar dos presos nas delegacias". No final da tarde, a polícia civil informou que deve colocar em prática o PCCS no ano que vem.


