Decisão tomada ontem pela Polícia Civil, em Curitiba, encerrou a greve da categoria, iniciada na quinta-feira. A medida deverá ser referendada amanhã, às 14h30, durante assembléia geral que acontecerá na Sociedade Beneficente Vasco da Gama. Apesar disso, os policiais manterão estado de greve até o dia 25 de novembro, prazo final para o governo do Estado mandar projeto de lei para a Assembléia Legislativa, atendendo às reivindicações da categoria.
Também no encontro de amanhã será formada a comissão que vai acompanhar a evolução do processo junto ao governo. De acordo com o que ficou acertado, o Palácio Iguaçu promete estudar os planos de cargos e salários equivalente ao da Polícia Militar, o menor salário da Polícia Civil não será inferior ao menor salário pago à PM, haverá agilização das promoções – processo atualmente retido na Casa Civil –, melhoria das condições de trabalho, entre outras coisas.
‘‘Foi uma vitória’’, comemorou o presidente do Sindicato da Polícia Civil (Sinclapol), Luiz Bordenowski. Ele lembrou que há três anos a classe fez as mesmas solicitações, houve um acordo que não foi cumprido. Comentou que a situação, agora, é outra: ‘‘As autoridades não vão dar calote como das outras vezes’’.
‘‘Agora tem respaldo da Assembléia Legislativa’’, reforçou o deputado Algaci Túlio, presente ontem à sede do sindicato dos policiais. ‘‘Todo tratamento dado à Polícia Militar, também será para a Polícia Civil. Os quadros são diferentes, mas o benefício será geral’’, discursou aos policiais. A equiparação das gratificações vai passar por análise da Procuradoria Geral do Estado, para evitar um choque com a Lei de Responsabilidade Fiscal, que impede os Estados de gastar acima de 60% de suas receitas com pagamento de pessoal.
Ontem, imediatamente após a votação, ocorrida perto do meio-dia, começaram os contatos com as delegacias do interior, para que voltem ao trabalho. Num rápido balanço o presidente do sindicato avaliou que ‘‘foi um movimento de êxito; só não pararam Londrina e Maringᒒ.
Sobre os dias paralisados, não haverá descontos. O secretário da Segurança, José Tavares, o delegado geral do Paraná, Leonyl Ribeiro, e o comandante da PM, coronel Guaraci Moraes Barros, estarão acompanhando o policiamento em Curitiba, Londrina e Maringá onde ocorrerão o segundo turno das eleições municipais.

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