Curitiba – Policiais civis paranaenses, coordenados pelo Movimento Operação Padrão, decidiram, ontem, fazer uma paralisação de dez horas nos dias 2 e 22 de abril. A decisão foi votada durante uma manifestação que reuniu cerca de 150 agentes no Centro Cívico de Curitiba com objetivo de reivindicar melhorias para a categoria.
  O ato teve apoio do Sindicato dos Policiais de Londrina (Sindipol). Segundo o presidente da entidade, Ademilson Antonio Alves Batista, desde 2005 existe um estudo sobre a modernização da Polícia Civil, que inclui a aposentadoria especial e o plano de cargos e salários (PCS). Depois de protestar em frente ao Palácio das Araucárias (sede do Governo do Estado) e Tribunal de Contas do Estado (TCE), os policiais foram à Assembleia Legislativa para pressionar a aprovação de uma lei complementar que regulamente a aposentaria especial, por 30 anos de contribuição e sem limite de idade, e o PCS.
  De acordo com Eyrimar Bortot, um dos coordenadores do Movimento Operação Padrão, a categoria já vem reclamando desde o ano passado, mas os canais de comunicação para a negociação foram fechados. ‘‘A comissão formada pela Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp) para discutir o assunto só dialoga com o sindicato que nós não reconhecemos’’, argumenta.
  O presidente do Sindicato das Classes Policiais Civis do Paraná (Sinclapol), Paulo Martins, informou que um documento com as mesmas reivindicações do Sindipol será entregue ao governador do Estado no dia 7 de abril. Sobre as manifestações organizadas pelo Movimento Operação Padrão, Martins diz que o grupo, mesmo apoiado pelo Sindipol, não teria legitimidade para representar a categoria. A Sesp informou que não irá comentar as solicitações dos protestantes.

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