A fuga de 44 presos do 3º Distrito Policial, na noite do último sábado, motivou protesto dos policiais civis de Londrina, que culpam o sistema carcerário do Paraná. Há um mês, o Sindicato dos Policiais Civis de Londrina (Sindipol) pediu perícia técnica nos distritos da Cidade e questionou, através de um documento, vários aspectos do problema com o juiz da Vara de Execuções Penais, Roberto Ferreira do Valle.
O documento tem 31 questões e começa a ser respondido hoje pelo Instituto de Criminalítica, a pedido do próprio juiz. O órgão tem 30 dias para elaborar as respostas. Os policiais até questionam a possibilidade de interditar quatro DPs da Cidade.
Os policiais são também favoráveis em manter o ‘‘preso de confiança’’ nos distritos policiais, se investigadores continuarem obrigados a trabalhar como carcereiros. Eles argumentam que não foram instruídos para trabalhar nessa função. ‘‘Sem o trabalho do ‘preso de confiança’, quem iria limpar as celas, tirar o lixo ou realizar trabalhos similares?’’, eles questionam.
‘‘Nós somos policiais e o Estado está nos tirando de nossas funções e nos obrigando a fazer coisas que fogem à nossa capacidade’’, disse um policial, que não quis se identificar. ‘‘O estatuto da nossa corporação proíbe qualquer outro trabalho que fuja às atividades próprias da categoria. Em hipótese alguma poderíamos ser carcereiros.’’
Dos 67 policiais civis de Londrina, 31 policiais estão exclusivamente na função de carcereiros.

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