Os policiais do interior que trabalham na área administrativa terão agora que ir também para as ruas. Essa é a determinação do coronel Walter Cardoso de Aguiar (foto), 50 anos, que tomou posse ontem como novo comandante do Comando de Policiamento do Interior (CPI). Segundo ele, há no interior do Estado 10 mil PMs administrativos. Dois por cento desse total deverão agora atuar nas ruas à noite, e aos sábados, domingos e feriados.
‘‘Eles vão continuar fazendo as tarefas administrativas, mas também serão usados para que a Polícia esteja mais perto da população’’, disse Aguiar. Ele mesmo foi transferido de um cargo administrativo - da Diretoria de Finanças do CPI - para função operacional, substituindo o coronel Valdemar Kretschmer, que foi promovido a chefe do Estado Maior da PM.
‘‘Não queremos explorar os soldados, mas eles têm que dar uma contribuição maior a partir de agora’’, disse. A idéia, explica, é suprir a falta de policiais e prevenir o possível aumento dos índices de criminalidade no interior. ‘‘Por enquanto está tranquilo, mas o crime tem evoluído em todo o País e nós temos que nos preparar’’, disse. Ele lembra que, na década de 50, só no cinema se viam assaltos a banco e sequestros.
A meta da PM do interior, afirmou ainda, é diminuir o tempo para se atender a ocorrência dos atuais cinco a seis minutos em média para três a quatro minutos. A proposta ainda é estender os atendimentos às áreas de acampamentos dos sem-terra, hoje praticamente sem policiamento.
O novo comandante do CPI anunciou ainda que seis pelotãos serão transformados em batalhões até o final do ano. São os pelotões de Toledo, Francisco Beltrão, Lapa, União da Vitória, Marechal Cândido Rondon e o o pelotão de Londrina, que será transformado em Batalhão de Policiamento de Trânsito. A mudança vai garantir a essas unidades maior número de homens, somando ao todo cerca de 8 mil PMs. Um pelotão hoje conta com cerca de 60 homens, quando o efetivo de um batalhão chega a 500 PMs.
O projeto de lei para criação dos batalhões será encaminhado à Secretaria Estadual de Finanças e deve ir para votação na Assembléia Legislativa. Pelo projeto, um novo comando regional vai coordenar os batalhões e serão criados outros quatro comandos regionais - em Londrina, Maringá, Ponta Grossa e Cascavel. Ou seja, o CPI perderá sua função.

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