Policiais acusados de homicídio são absolvidos por júri
Marccio W. Varella
Por falta de provas, quatro policiais civis de Maringá foram absolvidos pelo Tribunal do Júri da acusação de homicídio qualificado. O julgamento, realizado nesta quarta-feira, teve 12 horas de duração e só terminou às 21 horas. A decisão dos sete jurados foi unânime.
Em abril de 91, quatro investigadores da 9ª Subdivisão Policial de Maringá - Luiz Carlos Del Nero, Marcus Vinicius Jorge, Cândido Mílton Papa e João Marcos Schueri - localizaram o foragido da Colônia Penal de Curitiba Dorival dos Santos numa chácara da Rua Equador, no bairro Jardim Alvorada. Santos estava escondido dentro da casa de número 22. Com ele, estavam o foragido do presídio de Passo Fundo (RS) Marcel Pedroso de Freitas e um entregador de empresa particular Marcos Antônio dos Santos, de 22 anos. Segundo definiu o juiz José Camacho Santos, os policiais estavam à procura de Dorival dos Santos.
Os policiais, segundo o inquérito que antecedeu ao julgamento, não tinham mandado de busca para entrar na casa. Mesmo assim, eles cercaram a residência e, segundo depoimento de uma das testemunhas do processo, foram avisados da presença da polícia. Em sua defesa, os policiais disseram que foram recebidos a tiros pelos que estavam na casa. Segundo o promotor Edson Aparecido Cemensati, não há provas de que os policais foram agredidos antes de atirar.
Ao final do tiroteio, os três que estavam dentro da casa morreram baleados. Ficou provado que Marco Antônio dos Santos era inocente e que estava lá fazendo uma entrega. Segundo o advogado dos policiais Osmar Fernando de Medeiros, eles agiram em legítima defesa, tese aceita pelos jurados.





