Os policiais da 10ª Subdivisão Policial de Londrina, acusados de praticar crime de extorsão, não foram interrogados ontem de manhã pelo juiz da 5ª Vara Criminal, José Roberto Pinto Júnior, como estava previsto. O advogado João dos Santos Gomes Filho entrou com pedido para que os três pudessem apresentar defesa prévia, por escrito, como prevê o artigo 514 do Código de Processo Penal para crimes praticados por funcionários públicos.
Os policiais acusados são os investigadores Daniel Pinto de Melo e Robson Avancini, o escrivão José Antônio Alves de Camargo e o delegado Antonio Zuba de Oliva. Segundo a denúncia, eles teriam tentado extorquir R$ 4 mil de Elizabeth Machado para liberar um Gol, furtado em Guarulhos (SP), que estava em seu poder.
O prazo para apresentar a defesa é de 15 dias após a intimação. Somente depois que o juiz tiver a defesa prévia é que ele vai decidir se acata ou não a denúncia feita pela Promotoria Pública. Se for aceito, o processo correrá em segredo de Justiça até a montagem de provas.
O delegado do 2º Distrito Policial, José Antônio Zuba de Oliva, foi denunciado pelo Ministério Público porque, na época do fato, ele teria mandado os policiais apreenderem o carro de Elizabeth embora estivesse de férias. O delegado não havia sido indiciado na fase de inquérito.

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