Policiais civis das delegacias de Almirante Tamandaré e Colombo, na região metropolitana de Curitiba, acusados de participar de uma quadrilha que roubava carros e de extorquir dinheiro das vítimas para devolver os veículos estão nas ruas. Depois de ficarem presos por cerca de 60 dias na Divisão de Segurança e Informações da Polícia Civil (DSI), Jair César Nunes, 34 anos, Carlos Roberto dos Santos, 33 anos, e Amarildo da Silva, 33 anos, estão soltos desde sexta-feira, beneficiados por habeas corpus.
Segundo o delegado adjunto da DSI, Carlos Madureira, os informantes da polícia Eliezer Bacim, 33 anos, e Valdecir Brito de Castro, 36 anos, envolvidos no caso, continuam presos na Prisão Provisória de Curitiba. Os dois também participaram de um tiroteio com a polícia na Praça 19 de Dezembro, no mês de julho, quando policiais do Grupo Tigre planejaram uma ação especial, depois de uma denúncia de extorsão.
Apesar da gravidade das acusações, o caso parece estar recebendo pouca atenção. Ninguém soube informar onde está tramitando o processo criminal dos cinco envolvidos. A Central de Inquéritos da Polícia Civil é responsável apenas pelo processo que envolve a análise de 83 fitas cassete resultantes de escuta telefônica instalada na Delegacia de Almirante Tamandaré, cujo conteúdo poderia comprovar o envolvimento dos cinco acusados. A escrivã Ana Mescedes informou que as fitas estão sendo analisadas por um perito criminal. ‘‘O processo relacionado ao pedido de prisão preventiva dos policiais não se refere às fitas, mas ao episódio da Praça 19 de Dezembro’’, disse.
A escrivã informou que o processo estaria na 10ª Vara Criminal, mas segundo uma atendente, somente o processo que envolve o informante Eliezer Bacim está registrado nesta vara, indicando, porém, que ele não estaria preso.
O corregedor Renato de Souza Lobo disse que não sabia que os policiais acusados já estavam soltos. Segundo ele, o processo criminal poderia estar na Central de Inquérito ou na 10ª Vara Criminal.

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