Policiais à paisana são arma contra punguista
PUBLICAÇÃO
sábado, 13 de junho de 1998
Eliane Eme Sato 
A Polícia Militar de Curitiba está usando policiais à paisana para prender assaltantes e punguistas nos ônibus coletivos. A informação é do coronel Justino Henrique Sampaio Filho, comandante do Comando de Policiamento da Capital (CPC). Por questão de estratégia ele não divulga o número de policiais que atuam nos ônibus urbanos, mas diz que é um número grande, chegando a uma centena e que a operação é feita diariamente. Está sendo feito patrulhamento e abordagem de suspeitos ainda nos terminais de ônibus e nas estações-tubo.
A estratégia vem dando resultados positivos, comemora o comandante Justino. Segundo ele, devido à operação, a média de assaltos em ônibus reduziu drasticamente á- caiu de dez para um ou dois assaltos por dia. Várias quadrilhas de assaltantes já foram presas, afirma o coronel Justino. O policiamento, diz, está sendo feito diariamente. São dois a três policiais em cada ônibus. Os PMs, como se fossem passageiros, tomam os ônibus em que a incidência de criminalidade é maior. Todo o nosso trabalho é baseado nas estatísticas, diz o coronel Justino.
Durante o dia, os policiais tomam os ônibus lotados para flagrar os punguistas. Durante à noite, eles atuam em ônibus alimentadores, os mais visados pelos assaltantes. Os alimentadores normalmente estão vazios e por fazerem o final da linha, o cobrador sempre tem dinheiro em caixa. A PM não tem estatísticas que apontam o número de vítimas de punguistas. Mas segundo o comandante do CPC, é muito grande e a maioria das vítimas não faz queixa.
Ainda neste ano, mais 220 homens que estão sendo formados pela Escola de Formação de Soldados vão integrar a equipe que atua à paisana nos ônibus coletivo, segundo o coronel Justino. Aí sim, vamos acabar com a criminalidade contra os passageiros, diz.
A PM já constatou a redução do índice de criminalidade em Curitiba desde a mudança do comando da Polícia Militar do Paraná, há uma semana. Houve uma redução do número de assaltos a banco e nos ônibus, mas o espaço de tempo ainda é muito curto para comemorarmos, diz o comandante do CPC.


