Polícia x polícia
Fotos Ney de SouzaO delegado-chefe da Polícia Civil em Foz, Luis Carlos de OliveiraPOLÍCIA CIVIL
A acusação: Declarações feitas por policiais civis, publicadas em jornais de Foz do Iguaçu, insinuavam que policiais federais executaram o cigarreiro Genessi da Silva, de 19 anos, no último dia 31. Policiais federais que participaram da operação garantem que o rapaz foi morto em tiroteio, quando o grupo de cigarreiros reagiu à abordagem
A defesa: O delegado-chefe da 6ª SDP, Luis Carlos de Oliveira, negou que tenha recebido qualquer denúncia formal sobre as acusações feitas pela PF. Andrei Carneiro, delegado do 2º DP há um mês, também disse desconhecer essas denúncias
As providências: Oliveira enviou ontem relatório à Corregedoria da Polícia Civil com as acusações feitas pelo delegado da PF; não vai apurar os policiais do 2º DP porque, segundo ele, não há provas e nenhuma denúncia formal contra eles
O delegado da Polícia Federal em Foz do Iguaçu, Airton VicentePOLÍCIA FEDERAL
A acusação: O delegado da PF em Foz, Airton Vicente, respondeu atacando: acusou policiais civis do 2º DP de acobertar o contrabando praticado pelos cigarreiros em troca de propina. Acusou também policiais do mesmo distrito de extorquir pessoas que cruzam a Ponte da Amizade com dinheiro. Não informou nomes e nem o número de policiais que estariam cometendo esses crimes
A defesa: PF continua sustentando que o cigarreiro, que seria motorista de uma das Kombis que apanharia o produto contrabandeado na margem do Rio Paraná, teria sido morto em confronto com os agentes
As providências: Abriu inquérito administrativo para apurar a morte do cigarreiro; promete punir eventuais culpados, se ficar comprovado que houve execução





