Polícia vê semelhança em morte de menores
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sexta-feira, 21 de novembro de 1997
Paulo Ubiratan Londrina 
O delegado do 5º Distrito Policial, Edson Casagrande, vai solicitar exame de DNA de Rosemar Costa dos Santos, 22 anos, para saber se ele também está envolvido na morte do menino Luís Cesar Lourenço, 11 anos, ocorrida em 27 de janeiro do ano passado. O corpo do garoto foi encontrado na mata do jardim Paraíso (zona norte de Londrina).
Rosemar foi preso na terça-feira e confessou ter abusado sexualmente do menor Márcio dos Santos, 10 anos, morto no dia 7 de abril. O cadáver do menino foi achado dois dias depois em uma mata, perto da empresa Bratac, em Cambé. Na sua confissão, Rosemar disse que fez sexo anal com o menor. Segundo ele, quem cometeu o homicídio foi um travesti de Cornélio Procópio, conhecido por Reginaldo. O exame de DNA será comparado com outros exames, realizados depois da morte de Luís Cesar Lourenço.
Os dois crimes possuem alguma semelhança, pela forma brutal com que foram praticados. As duas vítimas sofreram abuso sexual e foram estranguladas, observou Casagrande. O garoto Márcio, além de ser estragulado, recebeu três pauladas na cabeça. Para recolher o sangue de Rosemar e fazer os exames de DNA, o delegado precisará obter a permissão de Rosemar.
Casagrande quer saber por que o tio de Luis Cesar Lourenço, Jair Moreira, se negou até agora a ceder sangue para exames do DNA. Para a polícia, ele continua a ser o principal suspeito da morte do menino. Na ocasião, o Instituto de Criminalística e a Universidade Estadual de Londrina (UEL) fizeram exames comparativos com amostras dos cabelos encontrados com o sobrinho e retirados do tio. Segundo o delegado chefe da 10ª Subdivisão Policial na época, Clóvis Galvão, havia 80% de certeza de que os cabelos encontrados nas mãos de Luis Cesar Lourenço pertenciam a Jair.


