Após o tumulto de ontem provocado pela manifestação contra o aumento da tarifa de ônibus, a Polícia Militar resolveu atender à solicitação da Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL) e vai reforçar o patrulhamento nas regiões do Terminal Central e dos arredores da garagem da empresa.
Segundo o capitão Sérgio Dalben, do 5ºBPM, esse tipo de medida visa antes de tudo à proteção do patrimônio na confusão de ontem, dois ônibus da TCGL foram apedrejados. ''Houve uma solicitação formal da empresa, e, diante das circunstâncias, vamos colaborar, mas sem afetar o sistema de rádio-patrulha'', destaca, frisando que a intensificação do policiamento nessas áreas será feito por viaturas.
Com a paralisação de quatro horas e meia, a situação se complicou não só para quem passava pelas ruas do Centro, mas também para a comunidade da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Como a TCGL dispõe de quatro linhas para o trajeto, os alunos, funcionários e professores da instituição tiveram de contar com veículos da própria UEL para fazer o percurso até o centro ou a alguns bairros.
De acordo com o prefeito do campus, Laerte Matias, isso só foi possível graças ao horário: ''O fluxo maior de pessoas na UEL é mesmo de manhã e à noite'', disse. A interdição forçada do Terminal Central acabou às 16h30, mas, se tivesse continuado, explica Matias, não seria possível fazer o mesmo para o público do noturno, bem mais numeroso.

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