Polícia vai ouvir colega de garotas mortas em piscina
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segunda-feira, 15 de março de 1999
Paulo Pegoraro 
A Polícia Civil de Cascavel mantém a hipótese de afogamento mas continua investigando as mortes de quatro garotas, sexta-feira, em uma piscina particular. O delegado Nobuo Nagase, que preside o inquérito, disse ontem que a necropsia feita nos corpos indicou afogamento. Para não haver qualquer dúvida, o delegado aguarda o resultado de exames de sangue e vísceras. As amostras foram colhidas pelo Instituto Médico-Legal no sábado à tarde, a pedido do delegado-chefe da 15ª Subdivisão Policial, Osnildo Carneiro Lemes, quando as meninas estavam sendo veladas.
Logo após as mortes foi feito apenas o exame de necropsia. Osnildo pediu exames mais detalhados por causa de questionamentos de familiares sobre as circunstâncias das mortes de Eva Caroline Gonçalves Biagi e Franciele Santos, ambas de 12 anos, e Juliana Líbero da Silva e sua prima Jaqueline Silva, ambas de 13 anos. Na manhã de sábado, o superintendente da 15ª SDP, Manoel Pedro dos Santos, havia dito que, embora não houvesse qualquer indicativo, seria preciso ainda descartar em definitivo a hipótese de uma intoxicação grave, provocada por sanduíches comidos pelas garotas quando estavam na piscina.
O proprietário da piscina, Aires Pereira, 60 anos, permitia o uso do local por populares mediante pagamento de R$ 2,00. Aires Pereira deverá ser ouvido hoje pela Polícia. Ele deve ser enquadrado em homicídio culposo (multiplicado por quatro), crime que ocorre sem que tenha havido deliberada intenção do responsável. Familiares das garotas começaram a ser ouvidos ontem pela Polícia. O vendedor de peças para veículos Florisvaldo da Silva, 36 anos, pai de Juliana, foi o último a saber das mortes. Ele estava viajando e só foi avisado por volta do meio-dia de sábado, pela Polícia Rodoviária e funcionários de uma praça de pedágio na região de Irati, quando retornava do litoral paranaense, onde estava a trabalho.
As quatro garotas saíram de casa para ir à escola mas gazetearam a aula da 7ª série que frequentavam no Colégio Polivalente. A Polícia deve tomar o depoimento de uma colega de escola das quatro, que chegou a acompanhá-las até a piscina, mas acabou não permanecendo no local.


